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Por Reed Stevenson e Philip Blenkinsop AMSTERDÃ/BRUXELAS (Reuters) - O Fortis tem duas alternativas: ser comprado ou falir, e em meio a esse dilema, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, teve conversações emergenciais com parlamentares holandeses e belgas, as duas nacionalidades do banco, para tentar restaurar a confiança na instituição.

Trichet teuniu-se com o primeiro-ministro belga, Yves Leterme, em uma tentativa de assegurar o futuro do Fortis, incluindo uma venda parcial ou total ou algum tipo de intervenção estatal, disse uma fonte próxima à situação.

O BNP Paribas e o ING Group não quiseram comentar sobre notícias de que poderiam comprar o Fortis ou o ABN Amro, que o Fortis comprou há um ano.

No início desta tarde, no entanto, o jornal holandês Het Financieele Dagblad informou qie o ING retirou-se das conversações para a compra do Fortis.

Os problemas do Fortis --cujas ações despencaram em um terço na última semana-- começaram após a compra do ABN em um consórcio com o Royal Bank of Scotland e o Santander no ano passado, em um acordo de 70 bilhões de euros (102 bilhões de dólares), bem quando a crise de crédito começou, golpeando o valor dos ativos bancários.