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RIO - A aposta na demanda interna brasileira contra as incertezas econômicas internacionais é tão forte que a expectativa de consumo no país levou o setor de shoppings a programar 62 inaugurações para o período entre 2009 e 2011. E, segundo o presidente da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), Luis Fernando Veiga, não é somente a saída da classe baixa para a classe média que impulsionou o setor.

RIO - A aposta na demanda interna brasileira contra as incertezas econômicas internacionais é tão forte que a expectativa de consumo no país levou o setor de shoppings a programar 62 inaugurações para o período entre 2009 e 2011. E, segundo o presidente da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), Luis Fernando Veiga, não é somente a saída da classe baixa para a classe média que impulsionou o setor. "O momento de expansão no Brasil é tão bom que não há tendência alguma, há apenas novas oportunidades. Haverá novos shoppings voltados para classe baixa, para o topo da classe alta, em cidades que poderiam parecer já saturadas como São Paulo, ou em cidades menores no Norte e no Nordeste do país", resume Veiga. Os quatro estados do Sudeste do país, por exemplo, concentram 214 shoppings, o equivalente a 54% do total. No entanto, só para 2010 e 2011, a expectativa é de abertura de 26 novos shoppings na região. Já toda a região Norte do país concentra apenas 11 unidades, o equivalente a 3% do total. E é por isso que, porcentualmente, o local é o que mais cresce em termos de planejamento de novos negócios. No entanto, o Estado de São Paulo, com a maior concentração de shoppings já construídos - são 130 até o momento - ainda é o líder de inaugurações em números absolutos. A inaugurar este ano ainda, serão três novas unidades. O presidente da Abrasce lembra que não basta uma região ter pouca oferta para se tornar atrativa. É preciso haver demanda e, enquanto houver demanda nos grandes centros, eles continuaram recebendo novos empreendimentos. Um bom parâmetro são os Estados Unidos, onde cerca de 70% das compras realizadas no varejo passam por shoppings, enquanto, no Brasil, são apenas 18,3%. "Os shoppings oferecem tudo o que o consumidor busca hoje em dia, como comodidade, conforto, segurança, oportunidade de consumir mais em menos tempo. Além disso, já saiu da exclusividade de vendas para ofertar também serviços e lazer", disse Veiga. O presidente da associação lembrou ainda que o investidor no ramo de shoppings, hoje, busca novos negócios. As movimentações de mercado com a oferta de compra de projetos já estabelecidos ficaram caras no país. E com a entrada de investidores estrangeiros no setor, o problema de fechar o financiamento para um novo empreendimento foi solucionado. Esse cenário fez com que a perspectiva para novos lançamentos no país se torne mais atrativa, segundo Veiga. (Juliana Ennes | Valor)

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