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Com empresa para pré-sal, Brasil esnobará investidores, diz FT

O Brasil poderá manter o controle total das reservas de petróleo pré-sal e esnobar grupos internacionais de energia, investidores estrangeiros e até a Petrobrás, se criar uma nova empresa de petróleo, afirma uma análise publicada nesta quinta-feira pelo diário britânico Financial Times. Sob o título ¿O novo dinheiro de Lula¿, a reportagem analisa a possibilidade da criação da nova empresa e destaca o debate no Brasil.

Redação |

Acordo Ortográfico  Ao comentar o dia em que o presidente Luís Inácio Lula da Silva mergulhou as mãos no petróleo encontrado, o jornal afirma que foi cheio de simbolismo.

O gesto ¿ uma repetição daquele de Getúlio Vargas, um presidente anterior que nos anos de 1950 criou a Petrobrás, a companhia estatal do Brasil ¿ foi inquestionável. Mas Lula foi ainda mais longe: como que para confirmar a significância política da riqueza em petróleo recentemente descoberta em seu país, ele colocou um selo oleoso de aprovação no jaleco usado por Dilma Roussef, sua ministra chefe da Casa Civil e a mulher vista como sua mais provável sucessora, afirma o FT.

Segundo a reportagem, as reservas do pré-sal devem colocar o Brasil no mesmo nível dos grandes produtores mundiais , mas a descoberta também deve colocar uma das economias emergentes mais importantes em oposição tanto a investidores estrangeiros como a companhias de petróleo internacional.

A reportagem lembra que a Petrobras é controlada pelo Estado, mas que a maioria de seu capital vem de investidores privados, que têm pouco poder de voto sobre a empresa.

Cerca de 60% de seu capital total está nas mãos de acionistas minoritários, em sua maioria, estrangeiros. São eles que perderiam a oportunidade de se beneficiar da exploração das descobertas em alto mar.

O Financial Times explica que a exploração do petróleo no Brasil, hoje, funciona pelo sistema de concessões, em que a Petrobras tem parcerias com empresas estrangeiras que se beneficiam do petróleo encontrado no Brasil, sofrendo riscos de investimento.

O que parece quase certo é que o atual sistema de concessões, em vigor desde 1997, vai mudar, diz o FT.
A noção causou uma tempestade política no Brasil, onde muitos políticos que normalmente apóiam o governo ficaram alarmados com as propostas sendo sugeridas pelo presidente e por altos ministros, afirma o jornal.

A reportagem destaca que a Petrobras também é contra a criação de uma nova empresa totalmente sob controle do Estado, e questiona de onde vai sair o dinheiro para o investimento necessário para a exploração.

Parece estranho manter os investidores à distância num momento em que uma escassez mundial de plataformas e outros equipamentos estão forçando para cima os custos da indústria ¿ sem falar nos casos mais complexos, como as reservas pré-sal, diz o FT.

A reportagem afirma ainda que ao argumentar por um tratamento diferente para as novas reservas, Lula ressuscitou um velho slogan popular nacionalista, de quando a Petrobras foi criada, há mais de 50 anos: O petróleo é nosso.

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