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Com demanda crescente, São Paulo irá pedir R$ 1 bi a mais para financiamento habitacional da Caixa

SÃO PAULO - O superintendente regional da Caixa Econômica Federal para o Estado de São Paulo, Augusto Vargas, disse hoje que irá pedir à matriz R$ 1 bilhão adicional para o financiamento de imóveis no segundo semestre deste ano. Segundo ele, a forte demanda verificada no mercado paulista justifica o pedido de suplementação.

Valor Online |

Maior mercado da Caixa, São Paulo registrou entre janeiro e junho R$ 2,4 bilhões em financiamentos habitacionais, valor que respondeu por mais de 26% do total financiado pelo banco no período. Na comparação com o mesmo intervalo de 2007, houve alta de 34%.

Em todo o país, a Caixa registrou o volume recorde de R$ 9,18 bilhões em crédito imobiliário, alta também de 34% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Do total movimentado, R$ 5,36 bilhões tiveram como origem o FGTS, uma alta de 47%, enquanto a Caderneta de Poupança originou outros R$ 3,46 bilhões, um salto de 33%. Os R$ 370 milhões restantes vieram de consórcios imobiliários e de fundos sociais do governo.

Apesar do maior volume financeiro, o número de unidades financiadas caiu. Foram 201 mil no primeiro semestre, contra 229 mil no mesmo período de 2007, uma queda de 12%. Segundo o vice-presidente da Caixa, Jorge Hereda, o recuo se deve ao fato de o banco ter priorizado o financiamento de imóveis prontos e não mais a compra de material para a construção de novas unidades. A estratégia levou à elevação do valor médio de cada unidade financiada.

Segundo o banco, os imóveis financiados no primeiro semestre com recursos da Poupança custaram, em média, R$ 150 mil. Nessa categoria, a Caixa respondeu por 49,5% do total de imóveis financiados pelo setor bancário. Foram 63,62 mil unidades, contra 64,88 mil dos demais bancos somados. Em valores, no entanto, a fatia do banco público cai para 26,8%.

Para o acumulado de 2008, Hereda projeta um total de R$ 20,4 bilhões financiados, o que significará a manutenção dos atuais 34% de crescimento sobre o exercício anterior. Até ontem, o volume movimentado já estava na casa dos R$ 10,4 bilhões, de acordo com o executivo, que lembrou que, na comparação com 2003, o volume de financiamentos irá mostrar expansão superior a 300%.

Outro fator que encoraja as projeções da Caixa é o nível de inadimplência. Durante os seis primeiros meses deste ano, os valores vencidos há mais de 90 dias representavam 2,63% da carteira total, contra 3,58% observados na média do sistema financeiro. No ano passado, a inadimplência da Caixa ficou em 4,2% da carteira, mesmo percentual registrado na média dos demais bancos.

As expectativas de Hereda já levam em conta o processo de alta nos juros, iniciado em abril pelo Banco Central (BC) para o combate à inflação crescente. Segundo ele, o dinheiro mais caro não terá impacto sobre as condições dos financiamentos da Caixa, tanto no segundo semestre deste ano quanto em 2009. Acreditamos que o que acontece na economia é momentâneo, disse ele, que prevê para o segundo semestre do ano que vem a retomada dos cortes na Selic.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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