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Com crise, mais de 50 mil empregos são cortados em apenas um dia

Diversas empresas anunciaram importantes cortes de empregos nesta segunda-feira, aumentando uma já longa lista de demissões que surgiu com a crise econômica mundial. Somente com os anúncios de hoje, mais de 50 mil pessoas perderam seus empregos ao redor do mundo.

Redação com AFP |

O maior corte foi anunciado pelo fabricante de máquinas de obras americano, Caterpillar, que vai demitir 20.000 trabalhadores. A operadora de telecomunicações americana Sprint Nextel vai eliminar 8.000 empregos e a especialista americana em materiais e produtos de construção Home Depot pretende reduzir seus quadros em 7.000 funcionários. Além disso, a GM anunciou um corte de mais 2.000 trabalhadores, e esta não é a primeira vez desde o agravamento da crise que a montadora perograma uma grande demissão.

A onda de demissões segue pela Europa. Lá, 7.000 funcionários do grupo de banco e seguro holandês ING perderão seus empregos. No mesmo país, a eletrônica Philips vai eliminar 6.000 vagas. E a  siderúrgica anglo-holandesa Corus anunciou que pretende cortar 3.500 funcionários.

Somente estes anúncios somam 53.500 cortes. E a situação pode piorar. Com a compra da farmacêutica Wyeth pela concorrente Pfizer, pode haver novas demissões. Segundo o jornal Financial Times, a Pfizer planeja cortar 15% do quadro de funcionários das empresas, o que soma cerca de 19.000 trabalhadores que ficarão desempregados.

No Japão, Toyota, Honda, Nissan, Mitsubishi Motors, Mazda e todos os outros construtores japoneses vão se desfazer de cerca de 25.000 assalariados, terceirizados ou com contratos temporários, em suas fábricas japonesas daqui até março, segundo dados da agência de notícias japonesa Jiji.

As maiores demissões anunciadas em decorrência da crise global

22 de janeiro: a Sociedade nacional de minas (Sonami) do Chile anunciou que 12.000 empregos foram eliminados entre setembro e dezembro de 2008. O gigante americano da informática Microsoft anunciou a demissão de 5.000 funcionários, dos quais 1.400 imediatamente. O fabricante de material eletrônico japonês Sony decidiu acelerar o programa de demissões de 16.000 empregos anunciado em dezembro.

21 de janeiro: a sueca Ericsson (telefonia móvel) anunciou a demissão de 5.000 funcionários no mundo, enquanto o grupo de mineração anglo-australiano BHP Billiton, o maior no mundo, anunciou 6.000 e seu concorrente Rio Tinto, mais de 2.300.

14 de janeiro: o fabricante de equipamentos do setor das telecomunicações americano Motorola anunciou a demissão de 4.000 empregos, ou seja 17.000 desde janeiro de 2007. A Associação dos produtores e importadores de automóveis disse que 100.000 empregos do setor estavam em perigo na Romênia.

8 de janeiro: o japonês TDK, de tecnologias de estocagem informática, demitiu 8.000 funcionários no exterior.

6 de janeiro: o produtor americano de alumínio Alcoa anunciou a demissão de 13.500 empregados no mundo, ou seja 13% de seus efetivos.

21 de dezembro: o governo sul-coreano prevê 19.000 cortes de empregos públicos.

17 de dezembro: Valeo (equipamentos automotivos) cortou 5.000 empregos no mundo, dos quais 1.600 na França.

11 de dezembro: o sindicato patronal da indústria farmacêutica (Leem) calculou que entre 5.000 e 6.000 demissões na França até 2010.

2 de dezembro: A General Motors anunciou demissões de até 31.500 funcionários em três anos.

27 de novembro: A ArcelorMittal, primeiro grupo siderúrgico mundial, previu a demissão de até 9.000 funcionários no mundo, dos quais 6.000 na Europa.

18 de novembro: o gigante do setor bancário americano Citigroup anunciou 50.000 demissões.

14 de novembro: o grupo de informática americano Sun Microsystems anunciou de 5.000 a 6.000 demissões.

31 de outubro: A American Express demitiu 7.000 empregados, e a Whirlpool, fabricante de eletrodomésticos, 5.000.

24 de outubro: o construtor de automóveis americano Chrysler anunciou o corte de 5.000 postos.

22 de outubro: o grupo farmacêutico Merck previa 7.200 postos a menos daqui até 2011, dos quais 6.800 demissões.

9 de outubro: A Hewlett Packard anunciou 24.600 demissões no mundo.

8 de julho: A Siemens, terceira empresa alemã, anunciou o desaparecimento de 16.750 empregos, dos quais 5.250 na Alemanha.

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