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Com crise, bloco europeu adia plano ambiental

Os 27 países do bloco europeu decidiram neste fim de semana adiar até 2015 as novas regras pró-clima voltadas a carros fabricados e vendidos na Europa. A decisão foi um reflexo da crise econômica mundial.

Agência Estado |

As montadores recentemente passaram a anunciar fechamento de fábricas no continente e somam prejuízos. A estimativa era de que os investimentos para emitir menos CO2, o principal gás-estufa, seriam equivalentes a 44 bilhões (cerca de R$ 120 bilhões) por ano.

O plano para a redução das emissões havia sido apresentado no fim de 2007. Os gases emitidos pelos carros é um dos principais pontos da meta que pretendia reduzir em 20% as emissões de CO2 na atmosfera até 2020. Também foi proposta uma utilização de 20% de energias renováveis e uma economia de 20% no uso de energia em geral.

O governo francês, que preside o bloco até o fim do ano, terá de chegar a um acordo sobre como será o pacote ambiental da Europa até a reunião da cúpula, dia 12 de dezembro. Nestas seis semanas, Paris terá de convencer indústrias e setores inteiros a aceitar a conta de uma reconversão de todo o sistema de produção.

Em 2013, quem emitir gases-estufa acima de um nível teria de pagar. Países como Polônia e Itália deixaram claro que são contra. Parte do dinheiro reconquistado com o direito de emitir financiará a reconversão de economias mais frágeis da Europa.

No setor automotivo, os negociadores europeus chegaram a um primeiro acordo neste fim de semana. O projeto inicial era a redução de emissões de CO2 até 2012. Em quatro anos, a intenção era chegar a um limite de 120 gramas de CO2 emitido por carro novo a cada quilômetro percorrido.

Atualmente, a média de emissões por cada novo automóvel europeu é de 158 gramas por quilômetro. O Golf, da Volkswagen, um dos mais vendidos na Europa, emite entre 119 to 174 gramas, dependendo do tipo de motor.

O novo acordo, que ainda precisa passar pelo Parlamento Europeu, prevê que o limite de emissões de CO2 por quilômetro será de 130 gramas em 2015. Em 2012, apenas 60% dos carros de cada montadora teriam de cumprir a meta. Em 2020, as emissões não poderiam passar de 95 gramas.

O setor automotivo alega que não tem como pagar pelas inovações tecnológicas num momento de crise. As montadoras negociam ainda um pacote de 40 bilhões (R$ 109 bilhões) em empréstimos .

As vendas de carros despencaram nos últimos dois meses na Alemanha, Inglaterra, França, Itália e Espanha. E o poderoso setor já conseguiu até mesmo evitar multas ambientais. O acordo obtido agora indica que as montadoras que não cumprirem as metas de cortes de CO2 serão multadas, mas apenas gradativamente.

Só mesmo em 2015 é que as penalidades serão impostas com rigor. Mesmo assim, Itália, Reino Unido, Alemanha e Holanda são contra as multas a partir de 2015.

As emissões de CO2 atingiram níveis mais preocupantes que os piores cenários previstos. Dados do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) mostram que crescimento nas emissões é de 3,5% ao ano; a pior estimativa, até então, era de 2,7%.

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