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Com crescimento orgânico, Bradesco prevê retomar liderança em 5 anos

SÃO PAULO - Após perder a liderança de mercado entre os bancos privados, com a fusão entre o Itaú e o Unibanco, o Bradesco conta com o crescimento orgânico para retomar a primeira colocação do ranking por ativos e calcula que levará cerca de cinco anos para voltar a este posto. De acordo com o presidente do banco, Márcio Cypriano, existe pouco espaço para novas aquisições relevantes no setor bancário brasileiro. O mercado está enxuto.

Valor Online |

Não tem espaço para mais consolidação. As alternativas são poucas e é pouco provável (que haja novos negócios)", disse o executivo. Ao ser questionado sobre se havia estudos ou negociações em curso para aproveitar estas poucas opções, o presidente do Bradesco disse que não vê "oportunidades boas que possam agregar valor ao acionista" e que não tem estudado nenhum negócio específico.

Apesar de não mirar novas aquisições, o Bradesco não pretende se acomodar como o segundo maior banco privado do país. "A liderança está no nosso DNA", afirmou Cypriano, lembrando que o banco foi fundado em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, e virou líder de mercado dez anos depois.

Mesmo tendo perdido a primeira colocação em termos de ativos, o executivo ressaltou que o Bradesco permanece líder nos segmentos de seguros, consórcio, pontos de atendimento, número de contas e crédito para empresas. "Não vejo nenhuma dificuldade em recuperar a liderança no médio prazo. Nossa capacidade de crescimento orgânico é muito grande", afirmou, acrescentando que pretende crescer com responsabilidade, "sem nenhuma aventura".

Ao ser incitado a especificar melhor o que considerava "médio prazo" por um jornalista, o presidente do Bradesco citou o período de cinco anos.

Ao final de dezembro do ano passado, o Bradesco tinha ativos totais de R$ 454,4 bilhões, com alta de 33,2% no ano. Considerando os dados pro-forma de setembro, Itaú e Unibanco teriam ativos de R$ 575,1 bilhões.

Para este ano, o Bradesco prever elevar o número de correntistas em 1,3 milhão, a partir total de 20,1 milhões do fim de 2008. No ano passado, o crescimento foi de 1,7 milhão de correntistas.

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