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Com crédito caro, Suzano financia operações com caixa próprio

SÃO PAULO - Diante do agravamento da crise financeira internacional, que tem como principal sintoma a escassez de linhas de crédito, a Suzano Papel e Celulose vem utilizando recursos de seu caixa para financiar as exportações. A informação foi dada hoje pelo presidente da companhia, Antonio Maciel Neto, durante apresentação dos resultados referentes ao terceiro trimestre deste ano.

Valor Online |

Segundo ele, a empresa vem optando pelo caixa, onde conta com R$ 1,7 bilhão, desde que a crise estourou, há pouco mais de um mês. De lá para cá, as linhas de curto prazo só fizeram encarecer, o que, inclusive, levou o governo a tomar medidas de incentivo ao crédito à exportação.

Mesmo admitindo que já há algum tempo não faz cotações de preços no mercado, Maciel disse que o custo das linhas de crédito que a empresa costumava tomar passou de algo em torno de Libor (taxa interbancária britânica) mais 2% ao ano, para cerca de Libor mais 8% ao ano.

O executivo lembrou que sempre é questionado por analistas de mercado sobre o tamanho do caixa da companhia, considerado alto para o dia-a-dia das operações. "É justamente para usar em momentos como esse (de crise)", explicou o presidente da Suzano.

Em complemento, ele informou que em um cenário de "estresse total", ou seja, sem nenhum acesso a linhas de crédito, o caixa atual da Suzano poderia financiar as exportações nos próximos dois anos.

E é justamente para preservar o caixa em volumes significativos que a empresa irá reduzir os investimentos programados para 2009, que ainda não foram divulgados. De acordo com Maciel, os cortes devem se concentrar nos investimentos em melhorias da operação, como, por exemplo, a compra de máquinas que possibilitem reduções discretas nos custos de produção.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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