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Com captação positiva, saldo da poupança supera R$ 250 bilhões

Pelo terceiro mês seguido, os depósitos superaram os saques nas cadernetas de poupança. Dados do Banco Central (BC) divulgados ontem mostram que a mais tradicional alternativa de investimento financeiro atraiu R$ 1,9 bilhão em novas aplicações em julho.

Agência Estado |

Com a entrada desse dinheiro, as contas somaram um total de R$ 251 bilhões no fim do mês passado, superando, pela primeira vez, a marca histórica de R$ 250 bilhões. Apesar do recorde, o desempenho no ano é inferior, quase a metade, do verificado em 2007.

No mês de julho, os poupadores depositaram R$ 101,6 bilhões nas cadernetas. Ao mesmo tempo, foram feitos saques de R$ 99,8 bilhões no mesmo período. Além de a entrada de recursos ter sido maior que a saída, as cadernetas existentes renderam R$ 1,4 bilhão. Assim, a poupança teve em julho o melhor resultado no ano.

Apesar disso, as cadernetas têm passado por um período de desaceleração gradativa. No acumulado do ano, os depósitos superaram os saques em R$ 6,4 bilhões. Ainda que o resultado seja positivo, o valor é 47,7% menor que o apurado em igual período do ano passado. De janeiro a julho de 2007, mais de R$ 12,2 bilhões haviam ingressado nas cadernetas.

Economistas dizem que esse arrefecimento tem sido provocado pelos próprios bancos. Isso ocorre porque as instituições financeiras têm incentivado clientes, incluindo os mais tradicionais, que optam pela poupança, a investir nos Certificados de Depósito Bancário (CDB). Para isso, gerentes argumentam que esses papéis são tão seguros como a poupança, além de render mais e não contar com as taxas de administração dos fundos.

CDB engorda 45,8%

A estratégia dos bancos tem dado resultado. De janeiro a julho, o volume de dinheiro investido em CDBs saltou 45,8%, chegando a R$ 525,6 bilhões, segundo dados da Câmara de Custódia e Liquidação (Cetip). No outro sentido, a poupança capta cada vez menos e os fundos perderam R$ 11,5 bilhões no ano, segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).

Tamanho esforço dos bancos para captar dinheiro para os CDBs tem explicação: o mercado de crédito. Graças à forte expansão dos empréstimos para empresas e famílias, bancos precisam cada vez mais de dinheiro para continuar atendendo à demanda. Com oferta restrita de recursos no exterior, em razão da crise internacional, instituições precisam consegui-los no Brasil.

Diante desse cenário, o CDB é, se comparado à poupança, mais vantajoso para as instituições financeiras. Isso porque de cada R$ 100 aplicados na poupança, os bancos podem emprestar livremente apenas R$ 5, já que R$ 65 têm de ser destinados aos financiamentos habitacionais e R$ 30 são recolhidos no BC. No caso de um CDB de iguais R$ 100, a instituição pode emprestar R$ 70 porque só há a incidência do compulsório de R$ 30.

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