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Com bancos e commodities, Bovespa retoma os 40 mil pontos

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - Novos sinais de distensão no mercado de crédito global, combinados com alta das commodities e o otimismo com bancos domésticos, promoveram outro dia de recuperação acentuada da Bolsa de Valores de São Paulo, que alcançou o maior nível em 3 semanas.

Reuters |

O Ibovespa saltou 5,24 por cento, para 40.254 pontos. Após subir cinco vezes em seis sessões, desde a última terça-feira o principal índice acionário brasileiro já acumula valorização de 36,8 por cento.

O giro financeiro de 5,48 bilhões de reais foi também o maior volume em sessões regulares desde 16 de outubro.

Para analistas, a recuperação de preços evidenciou mais uma vez que as preocupações de curto prazo do mercado estão mais sensíveis à eficácia das medidas para restaurar a liquidez no sistema financeiro do que aos estragos econômicos derivados da crise recente.

"Há sinais de melhora nos mercados monetários, com percepção de queda nos níveis de risco. Aí, os investidores foram atrás de papéis que tinham caído muito", disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos.

Em Wall Street, o índice Dow Jones subia quase 2 por cento no fechamento dos negócios na Bovespa. Isso tudo, mesmo em meio a reiteradas mostras de desaceleração global.

As montadoras GM e Ford anunciaram na véspera forte queda das vendas nos Estados Unidos em outubro, um dia antes de o governo norte-americano divulgar que as encomendas à indústria no país recuaram em setembro pelo segundo mês consecutivo.

De todo modo, o otimismo se espalhou para os mercados de commodities, levando o barril de petróleo de volta à casa dos 70 dólares e alavancando os preços de metais.

Com isso, as blue chips domésticas foram para o alto da coluna de ganhos do Ibovespa. Petrobras subiu 8,47 por cento, para 25,10 reais, enquanto Vale avançou 5,48 por cento, cotada a 27,72 reais.

Ainda animados com a fusão que deu origem ao Itaú Unibanco, os investidores seguiram comprando ações de empresas do sistema financeiro. A dianteira do índice foi ocupada por Banco do Brasil, com um salto de 15,6 por cento, a 16,56 reais.

Outro destaque positivo do dia foi Aracruz, subindo 8,4 por cento, para 2,97 reais. A fabricante de celulose anunciou pela manhã que eliminou 97 por cento de sua exposição a instrumentos derivativos.

A alta das commodities fez também as perdedoras do dia na bolsa paulista. Braskem, que divulga seus resultados na quarta-feira, caiu 4,6 por cento, para 9,06 reais. Outra vítima foi Gol, caindo 3,5 por cento, a 9,65 reais.

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