Após registrar queda durante a manhã, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou a subir no início da tarde, puxada pelo mercado norte-americano. No fim do dia, o índice Bovespa (Ibovespa) registrou alta de 1,78%, aos 62.

643,23 pontos. Na pontuação máxima da sessão, o índice chegou a subir 2,74%, aos 63.237,17 pontos, e, na mínima, ele registrou baixa de 1,33%, aos 63.237,17 pontos. No acumulado do ano, os ganhos são de 66,83%. O giro financeiro de hoje somou R$ 6,59 bilhões, em dados ainda preliminares.

O movimento de aceleração dos ganhos na Bovespa ocorreu no mesmo momento em que as Bolsas de Nova York reduziam as perdas. O bom desempenho das ações da Vale e da Petrobras também ajudaram. Nas primeiras horas de pregão, a Bovespa reagiu ao pedido de concordata do CIT Group, no domingo, e ao anúncio do prejuízo de US$ 552,9 milhões registrado pelo banco suíço UBS no terceiro trimestre.

Além disso, no Reino Unido, o governo informou que terá novamente de injetar recursos no setor bancário. O Royal Bank of Scotland, que já foi nacionalizado durante a crise, receberá mais 25,5 bilhões de libras (US$ 41,5 bilhões) do governo, enquanto o Lloyds vai receber 5,7 bilhões de libras (US$ 9,29 bilhões).

No entanto, o aumento de 0,9% das encomendas à indústria dos EUA em setembro contribuiu para que as ações em Nova York reduzissem um pouco as perdas, beneficiando a Bovespa. Outra notícia positiva foi o anúncio de que o fundo Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, irá comprar a companhia ferroviária Burlington Northern Santa Fe (BNSF), uma das maiores do setor nos EUA. A operação foi avaliada em cerca de US$ 44 bilhões. Às 18h17, o índice Dow Jones caía 0,47% em Nova York, o Nasdaq recuava 0,02% e o S&P 500 registrava baixa de 0,11%.

Na Europa, as principais Bolsas fecharam em baixa, pressionadas pelas perdas das ações do setor bancário. Em Londres, o índice FT-100 recuou 1,18%. O índice CAC-40 de Paris caiu 1,52%, enquanto o Dax-30 de Frankfurt registrou baixa de 1,43%. A Bolsa de Madri recuou 1,95%.

No Brasil, a volatilidade continuou. "O mercado está numa fase muito volátil, reagindo a cada novo indicador econômico ou dado corporativo. Essa semana não será diferente, a agenda está carregada", disse um operador, lembrando que a alta de hoje refletiu, em grande parte, o movimento da véspera em Nova York. "Lá, as Bolsas fecharam ontem com ganhos e os ADRs brasileiros acompanharam o movimento."

As ações preferenciais da Vale subiram 3,83%, a R$ 40,96, enquanto as ordinárias avançaram 3,79%, a R$ 46,50. Mais cedo, a companhia informou que emitirá, por meio de sua subsidiária Vale Overseas, bônus no mercado de capitais global com vencimento de 30 anos. Os papéis preferenciais da Petrobras avançaram 1,46%, a R$ 35,55, enquanto os ordinários subiram 1,36%, a R$ 41,05, acompanhando a alta do petróleo em Nova York. Às 18h20, O contrato futuro do petróleo com vencimento em dezembro subia 1,88%, a US$ 79,60.

Os papéis do setor bancário no Brasil também se ajustaram ao balanço do maior banco privado brasileiro, o Itaú Unibanco, que fechou o terceiro trimestre com lucro líquido recorrente de R$ 2,687 bilhões, alta de 0,37% ante igual período do ano passado. Para analistas, os números mostram que o banco deixou definitivamente para trás o pior da crise. As ações preferenciais do Itaú Unibanco e da Itaúsa figuraram entre as maiores altas do índice, com ganhos de 5,32%, a R$ 35,26, e 5,49%, a R$ 10,56, respectivamente. Banco do Brasil ON subiu 3,08%, a R$ 29,08, e Bradesco PN apresentou ganho de 2,14%, a R$ 35,30.

Os papéis PNA da Braskem, que também divulgou o resultado do terceiro trimestre hoje, subiram 5,56%, a R$ 12,35. O lucro de R$ 644,727 milhões veio um pouco abaixo do esperado, mas a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), de R$ 838 milhões, superou as projeções.

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