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Com a crise, Abinee revê projeções para indústria de eletroeletrônicos

SÃO PAULO - As flutuações cambiais, a elevação dos custos de produção, as incertezas e, principalmente, o clima de pessimismo provocado pela crise financeira internacional fizeram com que a Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica (Abinee) revisse suas perspectivas para o setor em 2009. Acreditamos que o crescimento será bom, mas poderia ser melhor, afirma Hugo Valerio, diretor de informática da Abinee. Segundo a associação, o faturamento no ano que vem deve ser de R$ 132,8 bilhões, o que representaria um crescimento de 7%, em relação a 2008.

Valor Online |

Se não houvesse a crise, as projeções da entidade mostrariam um avanço de 12% a 15%.

Essas perspectivas são baseadas nos resultados de análises realizadas pela associação, que mostram uma forte correlação entre o PIB brasileiro e o crescimento da indústria de eletroeletrônicos. "Como o PIB do Brasil deve crescer cerca de 3%, nós vamos crescer 7%, que ainda é um resultado bom, apesar de menor do que poderíamos registrar", explica Humberto Barbato, presidente da Abinee.

A evolução positiva do setor, segundo a entidade, deverá ser fruto essencialmente da continuidade dos investimentos nos setores produtores de petróleo e energia elétrica e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que deve impulsionar a construção civil.

"O fato de os governos dos principais países ficarem alinhados para manter os investimentos apesar da desaceleração econômica nos faz acreditar que o desempenho da nossa indústria não deve ser ruim no ano que vem, mesmo com provável queda de investimentos do próprio setor de eletroeletrônicos", afirma Barbato.

A entidade acredita que os investimentos da indústria eletroeletrônica sofrerão uma queda de 4% de 2008 para 2009, o que deve resultar em um montante previsto de R$ 5,3 bilhões no ano que vem.

O câmbio também é um fator de preocupação para a associação. Com a desvalorização do real, os custos de produção sofreram forte elevação, já que os insumos importados têm grande participação nessa indústria. Com isso, a Abinee projeta um aumento de 4% no déficit comercial para 2009. "Os negócios continuam ocorrendo, mas aquém das projeções anteriores à crise", diz a entidade em relatório.

Segundo o presidente da associação, os novos negócios são o ponto fraco da indústria nesse momento, justamente devido às pressões de custo. "O clima de desconfiança também é complicado. Mesmo se os prazos dos crediários aumentassem para esse Natal, acredito que as pessoas não comprariam mais, porque estão com medo", conclui Barbato.

(Vanessa Dezem | Valor Online)

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