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Com 4a queda seguida, índice acumula queda de 10% no mês

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - Receosos de que o setor automobilístico dos Estados Unidos se torne a próxima vítima da crise financeira que começou no país, os investidores da Bolsa de Valores de São Paulo venderam ações pela quarta sessão consecutiva.

Reuters |

Também refletindo o pessimismo dos mercados internacionais com novos sintomas de recessão, o Ibovespa mergulhou 2,02 por cento, a 33.404 pontos. Assim, o principal indicador da bolsa paulista já acumula baixa de 10,3 por cento no mês.

A véspera do feriado do Dia da Consciência Negra, que fecha a Bovespa na quinta-feira, reduziu o apetite por negócios, que já vinha fraco nos últimos dias. Com isso, o volume financeiro somou 2,9 bilhões de reais, o menor em 12 semanas.

Depois do festival de quebras, estatizações e fusões no setor financeiro, agora está sendo a vez de gigantescas montadoras de veículos, como General Motors e Ford, entrarem no olho do furacão.

Com medo de que uma negativa do governo ao pedido de socorre as leve a bancarrota, castigue ainda mais a economia já combalida pela falta de crédito, o mercado não perdoou: as ações da GM despencaram para o menor nível em 66 anos.

"O medo é de que se não houver um pacote de ajuda para o setor, haja outra rodada de falências", disse Rodnei Riscali, sócio da gestora de recursos Hera Investimentos.

Essa perspectiva só piorou o conjunto do noticiário, que mais uma vez não foi nada animador. Em outubro, o início de construção de moradias nos Estados Unidos e o índice de preços ao consumidor bateram recordes de baixa. E a Espanha teve contração pela primeira vez desde 1993 no terceiro trimestre.

No plano corporativo, a Basf, maior fabricante de produtos químicos do mundo em receita, reduziu sua previsão de lucro em 2008, ao mesmo tempo em que o banco japonês Sumitomo Mitsui anunciava que vai levantar ao menos 2,9 bilhões de dólares para enfrentar a crise financeira.

O resultado foi um show de horrores. O índice Dow Jones caiu abaixo da marca psicológica de 8 mil pontos. Os preços de commodities atingiram novas mínimas.

Empresas domésticas ao setor lideraram as perdas. A pior do dia foi Usiminas, desabando 7,3 por cento, para 19 reais, depois de a companhia antecipar em seis meses a parada para manutenção de um alto-forno.

Outras companhias ligadas a matérias-primas seguiram a tendência. Gerdau desabou 6,5 por cento, Petrobras perdeu 3,9 por cento e Vale caiu 2,77 por cento. Os bancos foram pelo mesmo caminho, sob liderança de Itaú, com recuo de 5,2 por cento.

Uma das poucas exceções foi Oi, que subiu 5,9 por cento. O braço de telefonia celular da companhia foi o destaque de crescimento no mercado brasileiro em outubro, segundo dados da Anatel.

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