Redação Internacional, 17 abr (EFE).- A nuvem de cinzas gerada por um vulcão na Islândia, que se descola rumo ao sudeste da Europa, segue paralisando aeroportos do continente, que com o espaço aéreo de cerca de 20 países fechado já tem 17 mil voos cancelados.

Redação Internacional, 17 abr (EFE).- A nuvem de cinzas gerada por um vulcão na Islândia, que se descola rumo ao sudeste da Europa, segue paralisando aeroportos do continente, que com o espaço aéreo de cerca de 20 países fechado já tem 17 mil voos cancelados. Segundo os últimos dados da Eurocontrol, a agência responsável pela segurança aérea na Europa, 17 de 22 mil voos previstos para hoje já foram cancelados e não será possível a decolagem e a aterrissagem de aeronaves civis em grande parte do norte e do centro do continente. Hoje, os países que ainda têm totalmente restrito seu tráfego aéreo são Bélgica, Estônia, Finlândia, Reino Unido, Holanda, Irlanda, Dinamarca, Eslováquia, Polônia, Croácia, Hungria, Suécia, Eslovênia, República Tcheca, Áustria, Suíça e Sérvia. A agência explicou que Alemanha e França têm parte de seu espaço aéreo fechado, da mesma forma que ocorre no norte da Itália. O último país a anunciar restrições foi a Espanha, que confirmou hoje que sete aeroportos em seu território estão fechados - o de Madri segue aberto. À espera de que nas próximas horas, segundo as previsões, a nuvem de cinzas avance para o leste da Europa, o Reino Unido aparece como um dos países mais prejudicados. Os britânicos foram obrigados a ampliar até 3h (Brasília) o fechamento do espaço aéreo. Desde a Segunda Guerra Mundial o Reino Unido não vivia uma situação de tal magnitude em seus céus, fechado ao tráfego aéreo há três dias. A Irlanda também ampliou o fechamento de seu espaço aéreo até as 9h (sempre em Brasília) de domingo. Bélgica e Holanda prolongarão as restrições até, pelo menos, as 3h do mesmo dia. Além disso, a Alemanha prorrogou pelo menos até 3h de amanhã o fechamento de seu espaço aéreo, o que afeta os 16 aeroportos internacionais e todos os regionais. A Lufthansa, maior companhia do setor no país, prolongou a suspensão de seus voos pelo menos até 9h de domingo. A França foi além e anunciou o fechamento dos três aeroportos de Paris (Roissy-Charles de Gaulle, Orly e Le Bourget) até a manhã de segunda-feira, da mesma forma que os situados ao norte de uma linha imaginária entre Nantes e Lyon. Na Itália, os fechamentos recaem sobre os aeroportos do norte do país - de Turim, Gênova, Milão, Bérgamo, Veneza, Ancona e Bolonha - que permanecerão assim até as 3h de segunda-feira. Na Europa Central, a Áustria prorrogou o fechamento do espaço aéreo até as 21h de domingo, enquanto na Suíça se decidiu por manter as restrições até as 9h também de amanhã. A Polônia vive uma situação especial e o aeroporto de Balice,, na Cracóvia, aonde amanhã devem chegar os líderes mundiais para o funeral do presidente Lech Kaczynski, permanecerá operando apenas para voos oficiais. A fumaça deve limitar a presença internacional no enterro. Entre os que já confirmaram a ausência estão o chefe de Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, e os reis da Espanha. O caos chegou também aos Bálcãs, onde Sérvia e Montenegro anunciaram o fechamento de seus espaços aéreos. Na Albânia, o único aeroporto internacional cancelou 11 voos. No sul da Europa, além da Espanha, houve sérias restrições também em Portugal, que cancelou 356 voos, a maioria com destino ao Reino Unido A Força Aérea Portuguesa deverá receber amanhã, em Barcelona, o presidente Aníbal Cavaco Silva, que volta de Praga de carro devido aos problemas de tráfego aéreo. Outro líder político prejudicado foi a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Seu avião, procedente dos Estados Unidos, teve que desviar ontem para Lisboa, de onde partiu esta manhã rumo a Roma. Enquanto isso, os viajantes buscam alternativas. A Eurostar registrou em suas linhas entre Bruxelas, Paris e Londres 50 mil passageiros a mais desde quinta-feira, e as companhias ferroviárias britânicas estão lotadas. EFE int/rr
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