Jerusalém, 23 mar (EFE).- A construção dos assentamentos judaicos na Cisjordânia, que compreendem 12 milhões de metros quadrados de estradas, imóveis e fábricas, custaram a Israel mais de US$ 17 bilhões, segundo um estudo divulgado hoje.

O trabalho foi elaborado pelo Macro Center for Political Economics, instituição independente que analisou minuciosamente a composição das colônias judaicas, chegando a desenhar mapas com cada moradia e estrutura erguida no território ocupado.

O relatório foi feito ao longo de três anos de pesquisa, destinada, principalmente, a calcular a quantia gasta na construção dos assentamentos judaicos na Cisjordânia, um território palestino de 5.879 quilômetros quadrados ocupado por Israel em 1967.

Segundo o estudo, os assentamentos judaicos abrigam 868 instalações públicas, que ocupam 488.769 metros quadrados.

Isso inclui: 127 sinagogas, 96 termas, 321 instalações esportivas, 344 creches e 211 colégios.

Também foram contabilizadas 68 escolas rabínicas, 21 bibliotecas, 32.711 prédios residenciais, que abrangem 3,27 milhões de metros quadrados, e 22.997 casas, que ocupam 5,74 milhões de metros quadrados.

Nos assentamentos, também há 187 shoppings, 717 instalações industriais, 15 salões para celebrações e vias pavimentadas que cobrem mais de um milhão de metros quadrados.

"Os cálculos não correspondem ao valor de mercado, mas ao custo da construção das infraestruturas", advertiu o direto-geral do centro que fez o estudo, Robi Nathanson.

Os economistas da instituição estimam que o valor das casas nas colônias judaicas chega a US$ 9 bilhões. Também foram calculados os valores dos apartamentos (US$ 4,5 bilhões), das estradas e ruas (US$ 1,7 bilhão) e das instituições públicas, sinagogas e termas (US$ 500 milhões).

Todos os assentamentos judaicos construídos em território ocupado na Guerra dos Seis Dias (1967) são ilegais, segundo o direito internacional, e representam um sério obstáculo à paz e à criação de um futuro Estado palestino. EFE db/sc

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