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Colheita de cana no Centro-Sul foi recorde em julho, divulga Unica

São Paulo, 13 - A colheita de cana-de-açúcar na safra 2008/09 do Centro-Sul estabeleceu em julho um novo recorde para um mês, alcançando o volume de 73,04 milhões de toneladas, sendo 35 milhões na primeira quinzena do mês e 37,99 milhões na segunda quinzena, divulgou hoje a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Esse desempenho permitiu recuperar o atraso na colheita no início da safra devido ao mau tempo.

Agência Estado |

Com isso, o total acumulado da colheita no Centro-Sul chegou aos 214,31 milhões de toneladas, 11,57% superior ao volume do mesmo período da safra passada.

As condições no mês de julho foram favoráveis a maturação da cana, com a quantidade de açúcares totais recuperados por tonelada de cana processada chegando aos 147,1 quilos, um aumento de 1,61% sobre o volume registrado na segunda quinzena de julho de 2007. No entanto, a recuperação ocorrida em julho está sendo prejudicada pelas condições climáticas adversas à colheita verificada no início de agosto.

A incidência de chuvas, em índices superiores a 100 milímetros (mm) no Estado do Paraná e 70 mm em grande parte dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, fará com que a moagem de cana na primeira quinzena de agosto seja inferior em até 10 milhões de toneladas em relação ao potencial da quinzena. As chuvas ocorridas no início de agosto também afetarão a quantidade de produtos obtidos por tonelada de cana em relação ao potencial do período. Nos demais Estados da região Centro-Sul, as condições climáticas não atrapalharam o andamento da safra.

No acumulado, a produção de açúcar no período foi inferior à do mesmo período na safra passada em 2,51%, enquanto a produção de etanol foi superior em 15,61%. O aumento na produção de etanol tipo anidro na safra 2008/09 foi de 0,19% até o final de julho, enquanto a produção de etanol hidratado cresceu 25,12% em relação à safra anterior.

Produtividade

Já a produtividade agrícola (toneladas de cana por hectare) foi superior na segunda quinzena de julho em relação ao mesmo período da safra passada em função de um canavial mais novo e do bom regime de chuvas no período de verão. Também é significativo o avanço da colheita de cana crua na região Centro-Sul, que foi 30% superior à da safra passada no mesmo período (colheita mecanizada).

As saídas de etanol no mês de julho das unidades produtoras da região Centro-Sul superaram 1,8 bilhões de litros para o mercado interno, 10% acima das saídas registradas em junho. Os embarques para o mercado externo atingiram 0,65 bilhões de litros. O incremento das vendas tanto do etanol anidro e hidratado para o mercado interno resultam da competitividade do etanol frente à gasolina em grande parte do mercado nacional e do abastecimento da região Nordeste pelos produtores da região Centro-Sul, que deve continuar até o inicio da safra na região.

Em meados de agosto, 50% da safra no Centro-Sul estará realizada. O montante de cana ainda a ser processada nesta safra permite projetar uma produção de etanol que garanta plenamente o abastecimento para o mercado interno.

Produção de Anidro

A produção de etanol anidro será suficiente para atender o nível de mistura de 25% na gasolina até o inicio da próxima safra, assim como os contratos de exportação negociados pelos produtores. Segundo o diretor técnico da Unica, Antonio de Pádua Rodrigues, "os produtores estão à disposição das distribuidoras de combustíveis, responsáveis pelas vendas no varejo e pela mistura de etanol anidro com a gasolina, que desejarem garantir estoques para a entressafra".

Vendas de etanol anidro para o mercado norte-americano com entregas futuras nesse momento estão paralisadas em função da paridade de preços praticados para o etanol nos mercados brasileiro e americano. Com isso a estimativa de exportação da região Centro-Sul deverá ficar em torno de 4,2 bilhões.

No período compreendido entre o inicio da safra (abril) e o mês de julho foram embarcados 1,7 bilhão de litros para o mercado externo, dos quais 70% para o mercado americano e 20% para mercado europeu. No mesmo período do ano passado o volume foi de 1,19 bilhões, incremento de 43%. Até o final de julho, as exportações estavam divididas igualmente - 50% de etanol anidro e 50% de hidratado.

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