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Colheita de café termina; chuvas ajudam safra 2009/10

Por Peter Murphy SÃO PAULO (Reuters) - A florada nos cafezais brasileiros, primeira etapa da safra de 2009/10, começou na hora certa e foi beneficiada pelo bom índice chuvas, o que é prenúncio de uma safra grande e no tempo previsto, disseram produtores e comerciantes de café na quinta-feira.

Reuters |

Produtores e cooperativas dizem que os cafezais, que costumam florir três vezes ao longo de dois ou três meses, produziram um bom número de flores, muitas das quais já murcharam dando lugar ao botão que vai se transformar no fruto do café.

As floradas seguintes, em novembro e dezembro, são habitualmente mais modestas que a primeira, em setembro e outubro.

"A florada terminou. Foi ótima, e a chuva caiu na hora certa e na quantidade que a gente precisava", disse Tiago de Oliveira, um do Dois Irmãos Armazéns Gerais, que compra produções de café em Minas.

A demora nas chuvas no ano passado reduziu a produção durante a safra que está terminando só agora devido ao atraso de seis semanas na colheita, pois as flores só brotaram quando as chuvas finalmente caíram. Neste ano, a chuva veio na hora certa.

A maioria dos cafeicultores já encerrou a colheita, mas um pequeno número continua colhendo grãos manualmente ou recolhendo com máquinas os frutos de má-qualidade que caíram dos pés.

O agrônomo Joaquim Goulart de Andrade, da Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo, disse que a chuva regular ajuda os grãos a amadurecerem juntos, o que é vital para minimizar perdas na colheita.

O café no Brasil alterna safras de alta e baixa produtividade. Após uma safra melhor do que a prevista, com mais de 45 milhões de sacas (de 60kg), a próxima safra tende a ser menor -- mas a florada, o clima e os cuidados dos produtores vão determinar até que ponto.

"A florada ocorreu há cerca de 15 dias, e teremos outra nesta semana. O resultado parece ser bastante bom para um ano de produção baixa", disse Washington Rodrigues, diretor da Ipanema Caffees, uma das maiores fazendas de café do mundo.

"A Ipanema fez uma primeira avaliação e nosso número ainda é de 120 mil sacas. Para esta safra, esperamos algo como 90-100 mil sacas."

Andrade, da Cooxupé, disse que a chuva dificulta a colheita tardia, enquanto no Cerrado mineiro a falta de chuvas impediu os pés de atingirem seu pleno potencial.

O instituto Somar de meteorologia prevê chuvas esparsas para o começo de novembro, o que deve trazer alívio para as áreas mais secas. A região já registra chuviscos que devem continuar durante a semana, segundo o Somar.

"Entre 4 e 8 de novembro, a chuva vai cobrir Paraná, São Paulo e porções do sul de Minas, inclusive alguns locais do Cerrado", disse a empresa em seu boletim de quinta-feira sobre o café.

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