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Colaboração é chave para gerar valor na internet

BRUXELAS* - Um senso de cooperação mais apurado entre provedores de serviço e de conteúdo pode ajudar significativamente na redução da pirataria na internet, como é chamada a troca de dados entre dois usuários sem a intermediação de um provedor. Além de não gerar receita financeira, o imenso tráfego gerado por essa troca de arquivos - que podem ser de música, vídeo e software, entre outros - sobrecarrega as redes das operadoras, que têm que investir mais e mais em aumento da capacidade de banda.

Valor Online |

O diagnóstico foi traçado por executivos dos dois lados, durante debate promovido no Broadband World Forum Europe, que ocorre em Bruxelas, na Bélgica. Grande interessado no tema, o diretor de Operações Anti-Pirataria Warner Bross Entertainment, Christian Sommer, disse que a oferta conjunta é a melhor saída para o combate à pirataria online. Ele também apontou o trabalho conjunto entre provedores de serviço e de conteúdo para a educação dos clientes, com o objetivo de levá-los a baixar filmes, no caso da Warner, em fontes oficiais de downloads.

Na mesma linha, o diretor-executivo de Negócios de Internet da Cisco Systems, Simon Spinall, colocou a oferta combinada e a repartição das receitas como uma das saídas para os provedores de serviço e de conteúdo enfrentarem a concorrência dos piratas. Também acredita que a extensão da cobertura e da entrega dos serviços possa ajudar, tudo combinado com o monitoramento e a proteção das redes contra o tráfego de conteúdo ilegal, ou seja, com direito de propriedade assegurado.

No quesito proteção, o diretor de Tecnologia da Altos Advisors, Eric Nooter, afirma que é preciso definir corretamente que tipo de conteúdo não deve circular na rede, lembrando que muitas músicas e filmes alvos de downloads já são liberados de direitos autorais. Mesmo assim, ele ressalta a necessidade de maior controle e de uma ação conjunta entre os fornecedores de conteúdo e de banda.

"Os provedores de serviço pagam a conta de soluções ineficientes; os detentores dos direitos autorais vêem a receita pingar; os provedores de soluções investem muito e ganham pouco. Só quem ganham são os advogados", queixou-se o executivo.

De seu lado, o diretor de Operações do site de downloads RapidShare, Bobby Chang, afirmou que a melhor forma de combater a pirataria é fornecendo ao internauta o que ele deseja de forma rápida, barata e descomplicada. Segundo ele, a criação de serviços legais de venda de músicas online, marcada pela chegada do iTunes (2003), levou a um crescimento de seis vezes no número de títulos disponíveis para comercialização e de quatro vezes no faturamento desse tipo de negócio.

O executivo criticou ainda o que chamou de "mitos" sobre o controle do conteúdo trocado pelos internautas. Segundo ele, os fornecedores do conteúdo pirata têm formas bastante simples de burlar os sistemas de proteção existentes. "É um mito achar que se pode controlar o que as pessoas disponibilizam, assim como controlar a pirataria checando links publicados em warez sites (termo utilizado por piratas de software para descrever um programa disponibilizado ilegalmente na Internet)", completou.

A solução, para ele, também passa pelo mesmo caminho de seus colegas de debate: colaboração ao invés do confronto; e foco nos interesses e demandas do internauta.

(Murillo Camarotto | Valor Online)
*O repórter viajou a convite da Alcatel-Lucent

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