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Colômbia quer saída de Nogueira Batista do FMI

A Colômbia exige do Brasil a substituição do economista Paulo Nogueira Batista Júnior da posição de diretor executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), como meio de eliminar o mais recente impasse entre os dois países. Enquanto o governo brasileiro resiste, Bogotá atua para que a permanência de Nogueira Batista no cargo se torne insustentável, numa espécie de tática de motim.

AE |

A Colômbia exige do Brasil a substituição do economista Paulo Nogueira Batista Júnior da posição de diretor executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), como meio de eliminar o mais recente impasse entre os dois países. Enquanto o governo brasileiro resiste, Bogotá atua para que a permanência de Nogueira Batista no cargo se torne insustentável, numa espécie de tática de motim. O prazo dado pela Colômbia ao Brasil para a solução dessa crise vai até a Reunião de Primavera do FMI, nos dias 25 e 25 de abril. Na última segunda-feira, o gerente-geral do Banco da República (banco central) e governador da Colômbia no FMI, José Darío Uribe Esteves, reiterou que seu país não será mais representado por Nogueira Batista na diretoria executiva do Fundo. Uma nota oficial formalizou a decisão do governo colombiano. A medida decorreu da iniciativa de Nogueira Batista de demitir a diretora adjunta de sua área, María Inés Agudelo, que havia sido designada para o cargo pelo governo colombiano. Segundo a assessoria de imprensa do Banco da República, Uribe Esteves também informou que o gerente técnico da mesma instituição, Hernando Vargas, fora enviado a Washington para falar em nome do país na reunião de hoje, na qual será tratada a última missão do Fundo na Colômbia, em fevereiro passado. Nove países. A tarefa, a rigor, caberia a Nogueira Batista. Uribe Esteves advertiu ainda que repetirá a iniciativa na Reunião de Primavera, em Washington, caso não haja um acordo entre os dois países. Com a iniciativa, Bogotá tenta reduzir e abalar o feudo de Nogueira Batista, cujo gabinete no FMI representa nove países - além da Colômbia, Brasil, República Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, Suriname e Trinidad e Tobago. Em paralelo, Uribe Esteves iniciou uma negociação com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, com quem vai se encontrar durante a Reunião de Primavera. Fontes do governo colombiano informaram que a substituição de Nogueira Batista por outro economista, a ser indicado pelo governo brasileiro, é a principal exigência de Bogotá. Enquanto o Brasil resiste, Uribe Esteves deixou claro que não nomeará ninguém para o posto de diretor adjunto da área comandada pelo brasileiro. Dessa forma, Bogotá tenta afetar a credibilidade de Nogueira Batista diante da cúpula do FMI e de sua equipe. Segundo a assessoria de imprensa do Banco da República, Uribe Esteves está fazendo o possível para manter esse impasse limitado a sua órbita, de forma a evitar prejuízos às relações diplomáticas entre os dois países. Na segunda-feira, o governador da Colômbia no FMI queixou-se da forma "arbitrária e sem precedentes" com que Nogueira Batista demitiu María Inés. Mas admitiu que seu país não questiona o comando brasileiro nesse posto.
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