Fabricante de refrigerantes estuda novas tendências para se manter à frente no mercado de bebidas

Pesquisadores da Coca-Cola estão trabalhando no desenvolvimento de novas embalagens plásticas de origem vegetal a bebidas com novas texturas na medida em que a maior fabricante de refrigerante aspira permanecer na vanguarda pelo sabor junto aos consumidores.

Numa série de entrevistas realizadas pela Reuters na sede da empresa americana na cidade de Atlanta, os executivos da Coca-Cola descreveram como eles estão tentando identificar suas próximas marcas, testando novas formulações da bebida que poderão introduzir no mercado, que inclui produtos além dos líquidos.

"O que mais me entusiasma são as formas do produto e as experiências sensoriais que continuam mudando", disse Mary-Ann Somers, vice-presidente de marcas emergentes da Coca-Cola Company.

"Operacionalmente, continuamos a evoluir, mas a forma como a bebida é apresentada e experimentada está mudando", acrescentou.

Quando questionada sobre as bebidas mais incomuns existentes atualmente no mercado, Somers indicou “aloe vera” (extraída da planta de babosa) e bebidas quentes.

Explosão de variedades

A indústria de bebidas nos Estados Unidos tem vivido uma explosão de variedades de bebidas na última geração. Águas engarrafadas, bebidas energéticas e bebidas esportivas são agora muito comuns, com novas variedades surgindo e alegando trazer relaxamento, melhoria na saúde e beleza, evitar o envelhecimento, ajudar a reparar o músculo, levantar o humor e reforçar a imunidade.

Esta proliferação de produtos é uma das principais razões por que a Coca-Cola, líder de mercado e concorrente PepsiCo, concordaram em comprar seus engarrafadores na América do Norte, de forma a reduzir custos e reavivar o mercado americano, que tem sido fraco.

Treze marcas da Coca-Cola – que incluem Fanta, Sprite, vitaminwater, Powerade, Minute Maid e Georgia Coffee – tem gerado individualmente mais de US$ 1 bilhão em vendas anuais. A unidade de varejo e marcas emergentes, criada há três anos e meio, está prestes a ser adicionado à lista.

"Nós gostaríamos de ir um pouco mais cedo", disse o presidente da unidade, Deryck van Rensburg, referindo-se à aquisição da fabricante Glaceau em 2007, que custou US$ 4,1 bilhões, causando um rebuliço na indústria de bebidas.

A unidade identificou seis novas áreas onde é possível dar impulso às vendas de bilhões de dólares. A Coca-Cola mantém em segredo as categorias de crescimento futuro tão sigilosamente quanto à formula da bebida que leva seu nome.

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