Para 43,5% dos 2 mil entrevistados pela pesquisa CNT/Sensus, a economia brasileira vai crescer pouco em 2009. Só 27,7% disseram que o Brasil crescerá muito no próximo ano, enquanto 19,7% avaliam que o País não vai crescer - o restante ou não sabe ou não respondeu à questão.

Apesar do pessimismo em relação à economia, 65,4% dos entrevistados afirmaram que, de uma maneira geral, esperam um 2009 melhor que 2008.

A pesquisa da CNT/Sensus, realizada entre os dias 8 e 12 de dezembro, mostra ainda uma significativa depreciação dos chamados "índices do cidadão", que são taxas calculadas pela CNT/Sensus que medem a avaliação dos entrevistados em relação a emprego, renda, saúde, educação e segurança pública. O índice total que mede a situação atual dessas variáveis caiu de 54,3 pontos em setembro para 49,29 pontos em dezembro, numa escala que vai de zero a cem.

Segundo o diretor da Sensus Ricardo Guedes, o fato de o índice da avaliação da situação atual ter caído para aproximadamente 50, ou seja, o meio da tabela, é um alerta. Para se ter uma idéia da percepção mais negativa dos entrevistados, em setembro, 52,9% deles avaliavam que o quesito emprego havia melhorado. Neste mês, apenas 39,3% deu a mesma resposta. No item renda, em setembro, 36,2% notavam aumento, porcentual que caiu para 26,5% em dezembro.

O índice geral que mede a avaliação para as mesmas variáveis nos próximos seis meses também registrou queda, de 73,82 pontos em setembro para 66,16 em dezembro. Ao falar sobre o futuro do emprego, 59,2% dos entrevistados acreditavam em melhora em setembro, variação que baixou para 47,3% agora. Já no quesito renda, em setembro, 55,5% acreditavam em aumento nos próximos seis meses. Em dezembro, o porcentual caiu para 47,2%.

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