Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

CNPE: Decisão sobre 8a rodada da ANP fica para 2009

RIO (Reuters) - A decisão sobre a realização da 8a rodada de licitações de áreas de petróleo e gás natural do Brasil ficará para o próximo ano, definiu nesta terça-feira o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O mercado esperava que o governo decidisse nesta terça retomar a 8a rodada, que chegou a vender alguns blocos antes de ser suspensa pela Justiça em 2006.

Reuters |

Após recurso, a Justiça liberou a realização do leilão, mas como a 8a rodada inclui áreas no pré-sal, a decisão de retomá-la vem sendo adiada sucessivamente, apesar de investidores terem adquirido blocos antes da suspensão e até o momento não terem conseguido concretizar a compra.

Outras áreas não vendidas estariam na "franja do pré-sal", segundo o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Lima, e por este motivo a decisão de reabrir o leilão vem sendo adiada.

Fontes do governo avaliam que enquanto o novo marco regulatório do setor não for definido, dificilmente a 8a rodada será retomada.

Após a reunião do CNPE, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou que ainda esta semana a Comissão Interministerial que estuda as mudanças de regras na venda de concessões de blocos de petróleo e gás natural se reunirá em Brasília.

A expectativa é que ainda este ano a comissão entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugestões para as mudanças das regras visando aumentar os recursos arrecadados pelo governo com as licitações.

Em 2007, quando a Petrobras anunciou a descoberta da área pré-sal --uma faixa no mar que se estende do Espírito Santo a Santa Catarina e que pode incluir o Brasil entre os grandes produtores mundiais de petróleo--, o CNPE retirou blocos da 9a rodada localizados na área mas determinou a realização da 8a rodada.

A reunião do CNPE determinou ainda que não será necessário ligar usinas térmicas para abastecer o setor elétrico brasileiro, já que os reservatórios das hidrelétricas estão cheios por conta das chuvas.

O Conselho também avaliou que o estrago causado pelas chuvas ao ramal da região Sul do Gasoduto Bolívia-Brasil não terá maiores consequências e seu conserto deve estar concluído em 15 dias.

(Por Denise Luna)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG