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A pesquisa de opinião CNI/Ibope divulgada hoje mostrou bastante otimismo por parte dos brasileiros em relação ao ano de 2010. Para 44% dos entrevistados, o próximo ano será muito bom e para 48%, bom.

Somados, os otimistas representam 92% dos 2.002 entrevistados. "Essa é a maior expectativa positiva registrada pela pesquisa", informa o documento de divulgação. Para 3% das pessoas ouvidas, o ano que vem será ruim (2%) ou muito ruim (1%).

A pesquisa CNI/Ibope também questionou os entrevistados sobre as expectativas para os próximos seis meses em relação à inflação, desemprego e renda pessoal. No primeiro item, 49% disseram acreditar que a inflação vai aumentar (38%) ou aumentar muito (11%). Em setembro, esse porcentual estava em 45%.

Para 34%, a inflação não vai mudar nos próximos seis meses (37% na pesquisa de setembro). O porcentual dos que acreditam que a inflação vai diminuir ou diminuir muito nos próximos seis meses se manteve estável em 12%.

Em relação ao desemprego, 42% dos entrevistados disseram que o indicador vai aumentar (34%) ou aumentar muito (8%), ante 40% na pesquisa anterior. O porcentual dos que disseram que o desemprego não vai mudar se manteve em 30%. Para 24%, o desemprego vai diminuir (23%) ou diminuir muito (1%). Na pesquisa anterior, esse total era 25%.

Sobre a própria renda, 48% disseram que vai aumentar (38%) ou aumentar muito (10%) ante 38% no levantamento de setembro. Para 40%, a própria renda não vai mudar (ante 49% antes). Para 7%, a própria renda vai diminuir (6%) ou diminuir muito (1%). Antes, esse total era de 9%.

Inflação, juros, pobreza e educação

A pesquisa CNI/Ibope mostrou que a aprovação ao governo no combate à inflação ficou em 54% em novembro ante 55% em setembro de 2009.A desaprovação nesse item subiu de 39% para 40%. Em relação à taxa de juros, a aprovação subiu de 45% para 46%, enquanto a desaprovação ficou estável em 46%. Esta é a primeira vez desde março de 2006 que a pesquisa mostra um empate entre aprovação e desaprovação ao governo no que tange à taxa de juros.

Já em relação ao combate ao desemprego a aprovação subiu de 55% para 57% e a desaprovação caiu de 42% para 40%. O movimento mais significativo de avaliação de áreas específicas ocorreu no item combate à fome e à pobreza. A aprovação ao governo nesse quesito caiu de 68% para 60%, enquanto a desaprovação subiu de 30% para 37%. "Apesar de sofrerem as maiores quedas na avaliação, a atuação do governo no combate à fome e à pobreza e na área da educação mantém saldo positivo de aprovação", diz a pesquisa.

A aprovação ao governo na Educação caiu de 59% para 54% e a desaprovação subiu de 39% para 43%. A aprovação ao governo em relação aos Impostos caiu de 40% para 39% e a desaprovação subiu de 54% para 55%.

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