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CNI: reforma tributária é melhor medida contra recessão

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse hoje que não há sinal melhor para evitar a recessão, neste momento de crise, do que aperfeiçoar o sistema tributário nacional. Segundo ele, a reforma tributária reduz impostos e melhora o ambiente de operações das empresas.

Agência Estado |

"O Brasil continua tendo condições de fazer a reforma tributária, porque vem crescendo. Agora, na perspectiva de uma desaceleração (da economia), o Brasil precisa emitir sinais concretos de que nós estamos dispostos a melhorar o ambiente de operação das empresas", afirmou.

Na avaliação de Monteiro Neto, a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), por exemplo, significa reduzir custos. "O IOF está no custo das operações financeiras das empresas, e precisamos reduzir o juro na ponta (para o consumidor final)", afirmou. Ao sair de uma audiência com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente da CNI foi questionado se, neste momento de crise, a redução dos juros não seria melhor do que a reforma tributária. Ele respondeu que uma coisa não exclui a outra e disse que, apesar de só se falar em redução da taxa básica de juros, é preciso que se reduza o custo das operações financeiras na ponta.

Ele defendeu a redução dos spreads cobrados pelos bancos públicos juntos aos clientes como forma de se diminuir o juro cobrado na ponta, em relação à taxa de captação. "Os bancos públicos precisam desempenhar um papel neste momento no sentido de reduzir spreads, porque não é possível que, em uma hora de crise, até os bancos públicos queiram aumentar juros na ponta. Isso reclama uma ação coordenada e firme do governo", afirmou Monteiro Neto.

Segundo o presidente da CNI, a melhor forma de o Banco do Brasil recuperar sua participação no mercado é reduzir os juros. "Ao reduzir os juros, ele (BB) tem, em tese, maior apelo para seus clientes e induz uma maior participação dele no mercado".

Ontem, o BB anunciou a redução, a partir de hoje, das taxas de juros de algumas modalidades de crédito para pessoas físicas e jurídicas, como na conta garantida, desconto de títulos, operações de capital de giro, adiantamento de crédito ao lojista e cartões de crédito. E o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, informou ao Congresso que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou os bancos públicos a adotarem o papel de liderança na ampliação da oferta de crédito e redução do custo dos empréstimos.

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