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CNI quer reunião do Copom antecipada e Selic de um dígito até junho

BRASÍLIA - A desaceleração da atividade está mais abrangente do que se esperava, e por isso o Banco Central (BC) deve apressar os cortes na taxa básica de juros, para que a Selic, atualmente em 12,75% ao ano, caia para um dígito ainda neste semestre. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, ao defender hoje que o BC antecipe reunião sobre juros de março para este mês.

Valor Online |

"O Banco Central está dançando em ritmo diferente da economia brasileira, e corre o risco desse descompasso cavar danos graves para o setor real", afirmou Monteiro, após divulgar que em dezembro de 2008 a indústria registrou os piores indicadores em cinco anos.

"Há números ruins para janeiro indicando que este primeiro trimestre será até mais difícil do que se projetava", disse o presidente da CNI. "Portanto, acho que o Copom deveria antecipar sua reunião ainda para fevereiro porque há espaço para uma queda importante da taxa de juros, para não prejudicar a atividade ainda mais", prosseguiu ele.

A exemplo de sindicalistas e políticos, o representante dos industriais também acha que diante das previsões "cada vez mais pessimistas" para 2009, o intervalo de 45 dias entre as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC "tornou-se um prazo longo e inadequado".

Dados da CNI mostraram hoje que as receitas reais da indústria de transformação caíram 10,4% no quarto trimestre ante o terceiro trimestre de 2008.

Monteiro diz que o desaquecimento previsto para este início de ano será menor do que "o tombo do fim do ano passado". Mas ele só espera recuperação a partir do segundo trimestre, "após ajustes de estoques" das empresas. "É normal que os estoques elevados vão se consumindo, e depois todo mundo tem que voltar a comprar", comentou ele.

O presidente da CNI aproveitou para clamar, mais uma vez, por redução tributária, menos burocracia, mais crédito e redução do custo financeiro. "O crédito está curto, caro e inacessível a muitas empresas", disse ele, criticando o juro alto e o elevadíssimo spread bancário - diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada nos empréstimos. O spread é estimado entre 75% e 80% do custo global do crédito ao consumidor.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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