Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

CNI não vê perigo em atual uso elevado da capacidade instalada

BRASÍLIA - Ao invés de preocupação, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) vê como positivo o fato de junho ter registrado a mais elevada taxa de utilização da capacidade instalada (UCI) para o mês desde 2003. O consumo cresce e não há falta de oferta, portanto, há predisposição do empresariado para mais investimentos, avaliou Paulo Mol, economista da entidade.

Valor Online |

Nenhum empresário vai fazer investimentos se a perspectiva for para produção ociosa, continuou ele. A UCI em patamar alto é um indício de otimismo, de que a formação bruta de capital fixo deve se manter em alta nos próximos trimestres.

O índice com ajustes sazonais subiu 0,8 ponto percentual sobre maio e 1,1 ponto sobre igual mês de 2007, ficando em 83,3% em junho. A UCI original subiu 9 pontos sobre os 82,2% de junho anterior, ficando em 83,1%. A média móvel trimestral está em 83%, desde o quarto trimestre de 2007, segundo a CNI.

Em 12 meses até junho, pelo índice original, o uso da capacidade da indústria automotiva subiu 5 pontos fechando em 90%. Veículos com menos de quatro rodas (outros materiais de transporte como aviões, motos) cresceu 4,4 pontos para 89,9%. Edição e impressão subiu a 76,6% com alta de 3,6 pontos e borracha e plástico ficou com 84,9% com acréscimo de 3 pontos.

Recuaram na mesma comparação as áreas de material eletrônico e comunicação (afetada pela concorrência dos importados); refino e álcool e produtos químicos.

O economista lembrou que, em 2004, houve um avanço rápido da UCI porque o dinamismo da economia pegou de surpresa um parque fabril estagnado há alguns anos. E o Banco Central (BC) elevou os juros para conter o consumo, porque a indústria não conseguiu entregar as ofertas necessárias e a inflação voltou.

Há um ciclo diferente, agora, reiterou Mol. Existe, sim, repasse de preços vindos do cenário internacional, mas não temos mais a questão da oferta como causa da inflação, continuou.

Ele destacou que além de puxada por alguns setores como o automotivo (que nunca vendeu tanto), a indústria em geral investiu bem nos últimos três anos. E avanços tecnológicos permitem respostas mais rápidas à demanda acelerada.

Outra diferença, apontou o economista, é que apesar de o BC ter retomado a trajetória de juros altos em abril, não há indícios de recuo nos investimentos. Em 2004, quando o Banco Central elevou os juros, imediatamente os investimentos recuaram, disse.

Que a UCI está alta, está, mas de forma alguma eu vejo isso como preocupação, comentou Mol.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG