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CNI: indicadores de setembro não foram contaminados por crise

O economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, destacou há pouco que os indicadores industriais de setembro, divulgados hoje pela entidade, não foram ainda contaminados pela crise financeira internacional. A fase mais aguda da crise foi iniciada no dia 14 de setembro, com a concordata do Lehman Brothers.

Agência Estado |

"A crise se instalou em setembro nos mercados financeiros, mas não chegou no mesmo mês ao mercado real em hipótese alguma", disse durante entrevista coletiva.

Para o economista, os efeitos na economia real mensuráveis pela própria pesquisa da CNI só deverão ser sentidos a partir do primeiro trimestre de 2009. Os indicadores de setembro divulgados pela CNI são todos positivos, com destaque para o crescimento de 10,2% nas vendas reais da indústria em relação ao mesmo mês do ano passado. Além disso, as horas trabalhadas na produção subiram 9,6% na mesma comparação, segundo Castelo Branco, o maior avanço nas comparações anuais desde o início da série histórica da CNI, em 2003.

O analista da CNI Marcelo de Ávila fez questão de ressaltar diversas vezes que além do bom desempenho que a indústria vinha apresentando nos meses anteriores à crise também contribuiu para os resultados do mês de setembro o fato de o mês ter tido um número maior de dias úteis do que agosto e do que setembro de 2007.

Entre os setores que apresentaram o maior aumento no faturamento de janeiro a setembro estão outros equipamentos de transportes (aviões, elevadores e bicicletas), com +32,3% ante igual período do ano passado; e veículos automotores, com 23,2% na mesma comparação. Outro importante setor a apresentar expansão - e que é um indicador do ritmo de investimentos - foi o de máquinas e equipamentos, com alta de 23,1%.

A CNI também registrou crescimento do nível de utilização da capacidade da indústria, para 83,3% em setembro, ante 83% em agosto. Castelo Branco, no entanto, ressaltou que, na prática, que o indicador vem registrando relativa estabilidade nos últimos meses. Na média móvel do trimestre encerrado em setembro, por exemplo, o Nuci ficou em 83,2%. O economista da CNI não acredita que o alto patamar do nível de utilização possa representar pressão inflacionária. "O motor do crescimento são os investimentos e, para isso, o uso da capacidade tem que estar relativamente elevado. Temos de acabar com a síndrome do medo do aumento do nível de utilização da capacidade", afirmou. Ele também lembrou que, com a crise financeira, a expansão do uso da capacidade nem deve ser levada em conta como uma preocupação.

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