A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acredita que o aumento do faturamento real do setor deverá atingir o patamar de dois dígitos em 2010, na comparação com o ano anterior. A estimativa foi feita há pouco pelo analista de Políticas e Indústria da entidade, Marcelo de ¿?vila.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acredita que o aumento do faturamento real do setor deverá atingir o patamar de dois dígitos em 2010, na comparação com o ano anterior. A estimativa foi feita há pouco pelo analista de Políticas e Indústria da entidade, Marcelo de ¿?vila. Ele, inclusive, afirmou que, até o final desta semana ou no máximo no início da semana que vem, a CNI deverá divulgar uma revisão da sua expectativa para o crescimento do PIB neste ano. A atual projeção da confederação é de que a economia cresça 5,5%. Segundo ¿?vila, o novo número deve ficar perto de 6%. Questionado sobre o que vem impulsionando a recuperação da indústria, o economista da CNI, Flávio Castelo Branco, afirmou que a recuperação está sendo sustentada principalmente pelo mercado interno. "As exportações ainda não se recuperaram integralmente da perda causada pela crise em 2008", disse. Apesar de a CNI também ter verificado aumento do nível de utilização da capacidade instalada - de 81,1% em fevereiro para 82,6% em março - Castelo Branco não vê nessa redução da ociosidade riscos inflacionários. "Não vejo pressão. O processo é salutar, pois gera uma trajetória de crescimento virtuoso, com a retomada dos investimentos." Castelo Branco afirmou que a recente alta dos juros autorizada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de 0,75 ponto porcentual, foi um "ajuste fino". O economista não acredita em um processo mais intenso de elevação da Selic. "Essa alta visa moderar o ciclo para que fique menos intenso", disse.

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