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CNI elogia ampliação de prazo para recolher tributos, mas queria mais

BRASÍLIA - Apesar de considerar positiva a dilatação de 10 dias para o recolhimento de alguns tributos, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, afirmou que o ideal será o governo tornar o vencimento dos impostos mais compatível com o faturamento das empresas. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a medida dará uma folga de caixa de R$ 21 bilhões para capital de giro das empresas, por dez dias.

Valor Online |

"Os empresários não podem continuar a vender para faturar em 60 dias, antecipando impostos em 20 dias", disse. Ele lembrou que antes do período superinflacionário dos anos de 1980, a arrecadação tributária era trimestral.

"De qualquer forma, a medida de hoje já dá uma folga de caixa para algumas empresas nesses tempos de falta de liquidez", comentou Monteiro, após participar da reunião do "Conselhão" no Palácio do Planalto.

Atendendo a uma demanda encaminhada pela própria CNI, hoje Mantega anunciou uma ampliação de 10 dias no calendário de recolhimento das empresas para os tributos: INSS, IPI e Imposto de Renda Retido na Fonte na fonte sobre salário do trabalhador.

O presidente da CNI disse ter pedido a Mantega para uniformizar a ampliação dos prazos em 10 dias. É que no caso das contribuições do PIS/Pasep e Cofins, a dilatação anunciada foi de apenas cinco dias, do dia 20 para 25 de cada mês.

Ele voltou a considerar como "corretas" as ações que vem sendo adotadas pelo governo para minimizar os efeitos da crise financeira internacional sobre o Brasil. Mas reiterou que para evitar uma desaceleração mais aprofundada em 2009, o setor produtivo precisa de redução no custo do crédito, e que o governo corte seus gastos para aumentar os investimentos públicos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo continuará sem editar "pacotes" como no passado, "com medidas que penalizavam os pobres, e os ricos também". Lula também disse que o governo "não vai jogar fora" o que conquistou até agora, como o controle fiscal e a queda da inflação.

O presidente da República também brincou com o ministro da Fazenda, afirmando que Mantega nada entende de marketing, porque anunciou algumas medidas novas - como aumento de linhas de crédito para capital de giro das empresas e aceleração na devolução de crédito tributário das empresas - no meio de sua apresentação ao Conselhão. Segundo Lula, o correto seria o ministro fazer os anúncios "no início ou no fim" da fala.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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