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CNI eleva crescimento do PIB brasileiro para 5,3%

Rio de Janeiro, 3 out (EFE) - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou hoje dos 4,7%, em junho, para 5,3% sua expectativa de crescimento da economia brasileira para 2008, com a aposta de que o mercado interno vai contrabalançar os efeitos da crise internacional. A estimativa prévia de uma expansão de 4,7% para 2008 foi divulgada pela CNI no início de julho, quando a crise financeira ainda não começava a afetar a economia real de Estados Unidos, Europa e Japão. O desempenho da economia brasileira em 2008 não será afetado pela crise financeira internacional, principalmente por conta da ampliação da demanda interna, afirmou a entidade. Segundo o Informe Conjuntural da patronal, a crise internacional só se refletirá nos resultados da economia nacional a partir do ano que vem, quando o Produto Interno Bruto (PIB) deverá terminar em 3,5%. O cenário para 2009 é desfavorável. São cada vez maiores as evidências que outras economias centrais também serão afetadas pela crise americana, indica o estudo.

EFE |

A CNI destacou que a capacidade do Brasil para enfrentar a crise é melhor que no passado, com altas reservas internacionais (ligeiramente acima dos US$ 200 bilhões), "substancial superávit primário, sistema de regulação bancária desenvolvido e menor dependência externa".

Mas o estudo afirma que um dos principais vetores de transmissão da crise será uma menor disponibilidade do crédito internacional pela não renovação das linhas de financiamento e créditos à exportação, situação que já "gera dificuldades para a operação das empresas".

Também espera uma redução da demanda externa dos produtos brasileiros.

O relatório, baseado em pesquisas do setor, afirma que a indústria deverá crescer 5,5% este ano, um pouco acima da média da economia, impulsionada pela expansão de 8,7% na construção civil.

Já indústria de transformação deverá crescer 5,1%.

"O aumento significativo da demanda interna, de quase 8,0% em relação a 2007, sustenta o crescimento da indústria, o que é acompanhado pelos investimentos do setor", acrescenta a análise.

Sobre o setor externo, a CNI elevou sua previsão de superávit da balança comercial de 2008 até US$ 25 bilhões, perante os US$ 20 bilhões projetados em julho, graças a exportações de US$ 208 bilhões frente aos US$ 190 bilhões do cenário anterior.

Além disso, prevê US$ 183 bilhões em importações, contra US$ 170 bilhões dos dados divulgados em julho.

A entidade observa que, apesar do recente retrocesso nos preços dos produtos básicos e matérias-primas, as cotações seguem acima das de 2007.

Além disso, parte das exportações já foi contratada, pelo que o impacto das baixas só será sentido dentro de alguns meses. EFE ol/db

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