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CNI eleva a 5,3% previsão de alta do PIB em 2008 e espera 3,5% em 2009

BRASÍLIA - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou de 4,7% para 5,3% a previsão para o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008. Os efeitos da crise externa devem impactar a atividade em 2009, levando a expansão do PIB a cair para 3,5%, segundo a entidade.

Valor Online |

"O crescimento está garantido, porém, deve ter fôlego curto", diz a entidade no relatório Informe Conjuntural julho-setembro divulgado hoje. "A combinação juros em alta no Brasil e crise financeira no mercado americano forma um cenário propício à perda do ritmo de expansão", continua o texto.

Porém, a CNI mantém o otimismo. Destaca que a demanda interna em crescimento desde o fim de 2006 "não deve se dissipar rapidamente: levará tempo para que a crise financeira internacional atinja a produção no Brasil". Daí a estimativa de alta do PIB em 3,5% ano que vem, superior à de alguns analistas para os quais não deve passar de 2%.

No relatório, a CNI revisou os principais parâmetros macroeconômicos que norteiam a ação dos empresários, apontando que a indústria deve registrar expansão de 5,5% neste ano, ante expectativa anterior de 5%, impulsionada pela demanda interna com previsão de alta de 8%. Esse aquecimento decorre de aumentos da massa salarial, do gasto público e do crédito.

A entidade destaca ainda o forte volume de investimentos. Prevê que a Formação Bruta de Capital Fixo deve subir 13,5% em 2008 sobre o ano anterior. Antes, esperava crescimento de 10,5%.

Para o consumo das famílias, a CNI aumentou a previsão de alta de 5,5% para 6% no ano. A inflação oficial medida pelo IPCA recuou de 6,4% para 6,2%, mas a taxa média de juros do ano foi elevada para 12,7%, ante 12,5% esperados antes.

Também foi ampliada pela entidade a previsão para a taxa de câmbio, de R$ 1,67 para R$ 1,8 ao fim de dezembro próximo.

O saldo comercial teve revisão para cima: o superávit subiu de US$ 20 bilhões para US$ 25 bilhões neste ano, com exportações da ordem de US$ 208 bilhões (antes em US$ 190 bilhões) e importações subindo de US$ 170 bilhões para US$ 183 bilhões.

Já o saldo da conta corrente externa teve estimativa piorada: o déficit que era esperado em US$ 20 bilhões, agora está previsto em US$ 29 bilhões.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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