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CNI: crise deve levar indústria a contratar menos

O agravamento da crise financeira internacional aumentou a incerteza dos empresários em relação ao cenário externo e ao doméstico. É o que mostra a Sondagem Industrial do terceiro trimestre de 2008 divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Agência Estado |

Os empresários da indústria estão menos otimistas em relação à demanda e à compra de matérias-primas para os próximos seis meses e pretendem interromper o processo de aumento do número de empregos no setor.

Segundo a pesquisa, embora o indicador de demanda tenha se mantido positivo, com 53,5 pontos, ele recuou 7,7 pontos na comparação com o segundo trimestre. A queda, na avaliação da CNI, representa uma redução significativa no porcentual de empresas que prevêem aumento da demanda.

Em relação ao nível de emprego, o indicador recuou de 54 pontos no segundo trimestre, para 49,8 pontos no terceiro trimestre, o que sugere a interrupção nos próximos meses da expansão do emprego industrial, que vem ocorrendo há sete trimestres consecutivos. O índice de expectativa de compras de matérias-primas para os próximos seis meses recuou de 59,4 pontos para 51,1 pontos, refletindo, segundo a CNI, a incerteza quanto a evolução da demanda.

Os empresários mantiveram-se pessimistas quanto à evolução das exportações. Pelo sétimo trimestre consecutivo, o indicador ficou abaixo dos 50 pontos, o que denota expectativa de queda nas vendas externas. O indicador ficou em 48,4 pontos. A pesquisa foi realizada no período de 30 de setembro a 20 de outubro com 1.443 empresas. O indicador varia de zero 100 pontos, sendo que abaixo de 50 pontos indica expectativa pessimista e acima de 50 pontos expectativas positivas.

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