O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) manteve-se praticamente estável em março. De acordo com os dados da pesquisa divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ICEI de março ficou em 67,7 pontos, apenas 0,1 ponto abaixo do registrado em fevereiro (67,8 pontos).

O índice, segundo a CNI, mantém-se elevado, 8,9 pontos acima da média histórica do ICEI, que é de 58,8 pontos. Para o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, o indicador mostra que os empresários estão avaliando que a economia caminha da mesma maneira e, por isso, as intenções de investimento permanecem. "Os empresários continuam com a mesma disposição (de investimento). Mudança no índice de confiança, só se houver alguma mudança de política ou algum desastre", disse.

A avaliação de Fonseca é de que nem mesmo as eleições presidenciais deste ano devem alterar significativamente o índice de confiança do empresário industrial. Isso porque, avalia, "os dois principais pré-candidatos à presidência da República não têm programas na área econômica muito diferentes". Ele acrescenta que não vê nenhuma perspectiva de mudança radical na condução da política econômica que levaria a uma desconfiança e faria com que o empresário ficasse temerário.

A pesquisa revela ainda que a confiança do empresário da indústria extrativa passou a ser a mais elevada entre os segmentos pesquisados. O índice aumentou 1,7 ponto, de 66,1 em fevereiro para 67,8 pontos em março. De acordo com a pesquisa, essa é a quinta alta consecutiva do indicador. Por outro lado, o ICEI da construção civil caiu de 68,1 pontos para 67,1 pontos no mesmo período. O índice para a indústria de transformação ficou praticamente estável, em 66,3 pontos, apenas 0,1 ponto abaixo do registrado em fevereiro (66,4 pontos).

Com relação aos 27 setores considerados pela pesquisa da CNI, a evolução do índice de confiança em março foi bastante diferenciada. Dez setores registraram alta do ICEI de um ponto ou mais, outros oito setores registraram queda superior a um ponto e os demais permaneceram praticamente estáveis. Para Fonseca, é difícil avaliar esse movimento por setor porque pode ser apenas um ajuste de algum evento anterior. Entre os setores com alta de confiança, destacam-se os setores de Bebidas e Madeira, com aumento da confiança superior a 7,5 pontos. Por outro lado, os setores Couros, Indústria Diversa e Borracha registraram queda no índice superior a 6 pontos.

O ICEI varia de zero a 100, sendo que valores acima de 50 pontos indicam empresários confiantes. O ICEI de março foi realizado entre os dias 1º e 22 de março, com uma amostra de 1.599 empresas.

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