O corte de 1,5 ponto porcentual na taxa de juros Selic frustra a sociedade, os agentes produtivos e a indústria brasileira. Essa é a avaliação do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto.

"Esse movimento de aceleração no corte dos juros, ainda que na direção correta, não tem a intensidade necessária ao momento", destaca o dirigente, em nota divulgada no início desta noite pela CNI, logo após o anúncio da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A taxa Selic foi reduzida de 12,75% para 11,25% ao ano.

Para Monteiro Neto, com a "decisão contida" de hoje, o BC avança pouco e "mostra descompasso com o esforço de se evitar a recessão e suas consequências danosas ao País, às empresas e ao emprego".

O presidente da CNI defende a adoção de uma postura mais agressiva, "com redução de juros compatível com as exigências do momento". "É necessário trazer a Selic para o nível de um dígito com tempestividade", conclui Monteiro Neto.

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