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CNC pede que USDA apresente metodologia de pesquisa sobre café

São Paulo, 20 - O Conselho Nacional do Café (CNC), órgão que reúne as principais cooperativas do setor do País, quer que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) apresente a metodologia de apuração da safra brasileira de café. Queremos saber como é feita a pesquisa, qual o tipo de tecnologia aplicada, entre outros questionamentos, diz o presidente do CNC, Gilson Ximenes.

Agência Estado |

O mais recente relatório do USDA projeta a produção brasileira de café na safra 2008/09 em 51,1 milhões de sacas de 60 quilos, o que representa aumento de 36% em relação à safra anterior. Desse total, 38,5 milhões de sacas são de arábica e 12,6 milhões de sacas de robusta.

"Esses dados do USDA desmoralizam os levantamentos oficiais do Brasil", lamenta Ximenes. O resultado do governo norte-americano representa aumento de 11,45% em relação ao mais recente levantamento apurado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em setembro passado, que prevê produção de 45,850 milhões de sacas. A diferença apresentada pela projeção do USDA em relação à da Conab, que é de 5,250 milhões de sacas, corresponde à colheita do quinto maior produtor de café do mundo.

Ximenes comentou, no entanto, que não vai interpelar judicialmente o USDA. Segundo ele, "essa medida não resolverá o problema". O presidente do CNC considera, porém, que é preciso questionar os técnicos do USDA, "para que sejam evitados novos prejuízos especulativos ao setor produtivo da cafeicultura brasileira, o qual vivencia sucessivas crises em sua economia."

Como a ação dos fundos de investimento nas bolsas internacionais tem peso significativo no desempenho dos contratos futuros de café, a previsão do USDA certamente interferirá de modo negativo nos preços, prevê Ximenes. Isso porque, segundo ele, a estimativa sugere um excedente de café no balanço entre oferta e demanda mundiais, prejudicando as cotações a serem pagas aos cafeicultores.

O setor de produção do Brasil amargou pesados prejuízos no passado recente, em virtude de informações tendenciosas de diversos agentes que divulgaram números de produção de café futura sem o mínimo embasamento técnico-científico, segundo Ximenes. Nesse sentido, o Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) decidiu apoiar e alocar recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para que a Conab aprimorasse sua tecnologia e, conseqüentemente, ampliasse a credibilidade de suas previsões, reduzindo as especulações e os prejuízos aos produtores.

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