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CNA prevê dificuldades na comercialização da safra 2008/09

Brasília, 18 - A perspectiva para o ano agrícola 2008/09 não é das mais otimistas, conforme avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em relatório divulgado hoje pela nova presidente da entidade, senadora Kátia Abreu. Conforme a CNA, dificuldades de comercialização, maior rigidez na concessão do crédito rural, redução de 8% no uso de fertilizantes nas lavouras e queda da área plantada na safrinha de milho 2009 são as perspectivas para o ano agrícola 2008/09.

Agência Estado |

Esse cenário deve confirmar a queda de 5% na produção agrícola, de acordo com estimativas do governo. A situação poderá se agravar em alguns Estados por causa de problemas climáticos. Segundo a CNA, essa safra já foi plantada com dificuldades de crédito e alto custo financeiro, o que poderá comprometer a renda do produtor rural em 2009.

PIB

A CNA estima que o Produto Interno Produto (PIB) do agronegócio deve atingir de R$ 698 bilhões em 2008. Até setembro de 2008, o PIB foi de R$ 691 milhões e a projeção para os meses de outubro, novembro e dezembro é de acrescimento de R$ 6,9 bilhões.

Queda na Safra

Kátia Abreu estimou que a produção de grãos em 2008/09 deve cair 10% em relação à safra 2007/08. A estimativa da entidade é mais pessimista do que as previsões do governo, que indicam queda de 5% na produção. Segundo ela, a queda na comercialização de fertilizantes é um dos indicadores de menor produção. Segundo números da CNA, no acumulado do ano até outubro, foram entregues 20,244 milhões de toneladas de fertilizantes, representando queda de 2% em relação ao mesmo período do ano passado.

A presidente da CNA fez hoje um balanço do desempenho da agricultura em 2008 e traçou perspectivas para o ano que vem. O principal ponto destacado foi a necessidade de reformulação do modelo de financiamento agrícola. A CNA contratou o professor Guilherme Dias, da Universidade de São Paulo (USP), para auxiliar nas discussões sobre uma nova proposta que será formulada em parceria com o governo. Guilherme Dias é professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) e foi secretário-executivo do Ministério do Planejamento, no governo Fernando Henrique Cardoso.

Crédito

O professor disse que a renegociação das dívidas do setor rural não resolve o problema de crédito. "As renegociações dos últimos anos trouxeram mais problemas do que vantagem. É irrealista pensar que o problema do crédito se resolverá em 2009. Como foi irrealista pensar que as negociações feitas de 2005 até agora resolveriam o problema", afirmou.

Dias defende uma política de garantia de renda para os produtores rurais. E, para isso, é fundamental a participação do agricultores, que terão de informar os custos da atividade. Kátia Abreu concordou com a proposta e lembrou que uma política de garantia de renda depende de "contabilidade aberta". Em contrapartida, a presidente da CNA disse que é fundamental a desoneração da cadeia produtiva, que chega a pagar 16,9% em impostos.

Apoio à Comercialização

Kátia Abreu defendeu, ainda, a ampliação do orçamento para as políticas de apoio à comercialização em 2009. Ela também apóia a reivindicação do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que pede a alocação de R$ 5 bilhões para instrumentos de apoio à comercialização agrícola.

Ela afirmou que um indicativo de que haverá problemas na comercialização da safra é o baixo volume de soja vendido antecipadamente. Em anos anteriores, nessa época do ano, o volume chegava a 50% da safra. Atualmente, o porcentual negociado é de apenas 18%.

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