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CNA prevê descompasso entre preço e custo de produção

Brasília, 09 - A assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) Rosemeire Santos afirmou hoje que a elevação do dólar frente ao real - movimento verificado nos últimos dias - pode não compensar o aumento dos custos de produção da atividade agrícola. Os gastos foram impulsionados principalmente pelo aumento dos preços dos fertilizantes.

Agência Estado |

De acordo com ela, pode se repetir o descasamento entre preços agrícolas e custos de produção ocorrido em 2004 e 2005, com sérias conseqüências para a renda do setor.

A falta de crédito para financiamento da produção pode agravar ainda mais o quadro neste ano, avaliou Rosemeire. Dados divulgados hoje pela CNA, em estimativa em conjunto com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP), mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 6,79% no acumulado do ano até julho. Ela lembrou, no entanto, que o ritmo de crescimento do setor já começou a reduzir no início do segundo semestre do ano, antes mesmo de registrar as pressões geradas pelo atual cenário de crise internacional.

Em nota, a CNA informou que, apesar de considerados positivos, os resultados do primeiro semestre demonstram certo desequilíbrio no crescimento do agronegócio este ano. Os segmentos de insumos agropecuários e da produção dentro da porteira, que sustentaram o crescimento do primeiro semestre, começaram a dar sinais de desaceleração em julho. O segmento de insumos agropecuários cresceu 1,79% no mês, registrando o menor nível desde fevereiro e bem próximo ao observado em janeiro, de 1,75%.

Balança Comercial

A CNA também divulgou o resultado da balança comercial do agronegócio. No acumulado do ano até setembro, as exportações de produtos agrícolas renderam US$ 55,3 bilhões de janeiro a setembro, aumento de 29,2% em relação ao ano passando, quando o agronegócio exportou US$ 42,8 bilhões.

A previsão da CNA é que os preços exportados reduzam em função das quedas das commodities. "Mas esta redução não será suficiente para diminuir os recordes históricos de exportações e saldos esperados para 2008", afirmou o assessor técnico da Comissão Nacional de Comércio Exterior da CNA, Matheus Zanella.

No acumulado do ano, as exportações do complexo soja aumentaram 71% de janeiro a setembro, somando US$ 15,3 bilhões no período. Este resultado se deve muito mais aos preços, que subiram 64,6%, do que ao volume exportado, que cresceu apenas 3,9%.

Na avaliação de Zanella, as fortes quedas nos preços da commodity nas bolsas não deverão alterar as expectativas de recorde histórico no fechamento das exportações de soja. "O Brasil tem se beneficiado de uma demanda aquecida na Ásia e na Europa, além das restrições de oferta de seus competidores, como Estados Unidos e Argentina", explicou.

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