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A decisão dos Estados Unidos de adotar um teto de subsídios por produto é necessária para evitar que os recursos não destinados a uma determinada cultura sejam deslocados para outra atividade. A avaliação é do assessor técnico da Comissão Nacional de Comércio Exterior da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Matheus Zanella, que acompanha as negociações da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra, na Suíça.

A posição do governo americano foi anunciada hoje, segundo Zanella, durante a reunião. As informações são da assessoria de imprensa da CNA.

Para ele, esta condição oferecida no terceiro dia de negociações pela representante do Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, é importante por representar avanços em torno de um acordo para a liberalização do comércio multilateral. "Nos dois primeiros dias houve pouca disposição para negociar. Todos chegaram pedindo demais e cedendo pouco", afirmou.

Na avaliação do assessor técnico, no entanto, é preciso buscar mais avanços nesta rodada de debates. Segundo ele, países como Brasil e Argentina, além da União Européia e o G-33, formado por países importadores de produtos agrícolas como China e Índia, devem "dar o próximo passo" e fazer concessões para que as negociações não estacionem. No caso brasileiro, a principal resistência é quanto ao Acesso a Mercados para Produtos Não-Agrícolas (NAMA, na sigla em inglês), que consiste em reduções tarifárias para produtos industriais importados.