Brasília, 29 - O Conselho Monetário Nacional aprovou hoje o aumento dos recursos destinados ao capital de giro das cooperativas agrícolas em R$ 700 milhões. Os recursos se somam aos R$ 300 milhões já existentes e passam, portanto, a R$ 1 bilhão.

De acordo com a decisão do CMN, esse reforço de caixa tem como origem R$ 450 milhões do Programa de Estímulo à Produção Agropecuária Sustentável (Produsa) e outros R$ 250 milhões do Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais (Moderagro).

Segundo o secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, esses recursos foram deslocados para o capital de giro porque a demanda pelas linhas de crédito de origem é pequena neste momento. Ele também informou que, caso haja demanda ainda maior por capital de giro entre as cooperativas, o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) poderá receber novo reforço de R$ 300 milhões. Nesse caso, os recursos seriam novamente deslocados de outras linhas de crédito. Bittencourt disse que o CMN vai monitorar essa questão nos próximos meses.

O conselho também aprovou o aumento do limite de crédito para cada cooperativa, de R$ 10 milhões para R$ 20 milhões, excepcionalmente na safra 2008/09. A decisão, segundo Bittencourt, tem como objetivo facilitar a comercialização da safra e, ao mesmo tempo, serve como alternativa para as cooperativas que têm enfrentado dificuldade para tomar crédito junto ao sistema bancário. Caso necessário, esse limite individual por cooperativa poderá ser dobrado para o financiamento de empreendimentos da própria cooperativa em outros estados que não o da sede da entidade. Apesar do aumento dos recursos, essa linha de credito continua com prazo máximo de 24 meses e juros de 6,75% ao ano.

O CMN também autorizou a ampliação de limites de crédito nas linhas do Moderagro de R$ 250 mil para R$ 500 mil por empreendimento individual para os agricultores dos municípios de Santa Catarina que tenham decretado estado de calamidade pública ou situação de emergência em função das chuvas entre 1º de outubro e 10 de dezembro de 2008. Essa medida tem como objetivo permitir a recuperação do capital produtivo, especialmente de avicultores, suinocultores e aquicultores.

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