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Ao ver ontem a notícia da proibição das câmaras de bronzeamento artificial, Rosemeire Duarte, dona da clínica de estética Kaizen, em São Paulo, disparou telefonemas para cancelar as sessões de nove clientes. Tem gente que nem quis de volta o dinheiro do pacote por achar que o procedimento voltará a ser autorizado.

Alguns chegaram aqui implorando por uma última vez", relata a empresária. Rosemeire contou que se surpreendeu ao telefonar para concorrentes e verificar que eles mantinham normalmente as sessões de bronzeamento nos equipamentos vetados.

A Associação Brasileira de Estética e Saúde Complementar aprovou a proibição. "O procedimento deveria ter sido proibido há muito tempo. Muitas clínicas não faziam higienização nem respeitavam o intervalo de 48 horas entre as sessões", afirmou Marcelo Kertichka, vice-presidente da entidade.

"Em primeiro lugar, existe o livre arbítrio, para cada um fazer o que quiser com o próprio corpo. Claro que, se uma pessoa tem predisposição ao câncer de pele, não vai fazer", afirmou a dona de casa Helena Carneiro, de 43 anos, que fazia bronzeamento em câmaras desde os 17 anos e diz ter rigoroso acompanhamento dermatológico.

"São muito bonitas aquelas modelos branquíssimas, com pele de porcelana. Mas isso é para poucas. O bronzeado ajuda a disfarçar imperfeições."
Segundo a sociedade de dermatologia, o sol deve ser evitado entre 10 e 15 horas e é preciso usar filtro solar e chapéus ao se expor. Dicas de prevenção estão no www.sbd.org.br.

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