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Clima econômico pessimista se espalha e atinge a América Latina

SÃO PAULO - O Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina, que mostra como os analistas percebem a situação econômica da região, registrou, no período que vai de julho a outubro, uma queda de 1,2 ponto, o maior declínio da série histórica, iniciada em outubro de 1997. Ao passar de 4,6 pontos para 3,4 pontos, o indicador, elaborado pela FGV em parceria com o Instituto alemão IFO, ficou próximo do nível mais baixo já registrado - 3,3 pontos em 1998.

Valor Online |

Índices abaixo de 5,0 indicam uma avaliação desfavorável da economia.

Entre os componentes que formam o ICE, o Índice da Situação Atual (ISA) entrou na zona de avaliação desfavorável, ao cair de 5,7 para 4,2 pontos e o Índice de Expectativas (IE) registrou o menor nível da série histórica, ao passar de 3,4 para 2,5 pontos.

"A região latino americana entrou, com esses resultados, na fase recessiva do ciclo econômico", afirmou FGV no relatório da pesquisa. Segundo o estudo, o mundo já estava nessa fase (quando o ISA e o IE ficam abaixo dos 5 pontos) em julho e agora apresenta indicadores piores. A América Latina, por sua vez, acabou de entrar nessa etapa e o Brasil caminha para o mesmo destino.

Com exceção da Argentina, todas as economias dos países latino americanos registraram deterioração na percepção dos analistas. O país que se destaca nesse sentido é o México, cujo ICE caiu de 4 pontos em julho para 2,3 em outubro, devido à dependência do país com relação à economia norte-americana. O Brasil registrou queda de 0,5 pontos, passando de 5,5 pontos para 5,0 pontos em outubro. No ranking do ICE da região, o Uruguai, o Peru e o Brasil têm a liderança, enquanto a Argentina e o Equador ficam nas últimas posições.

Os resultados mostram que o ICE da América Latina, que vinha se mantendo superior à média mundial desde outubro de 2007, igualou-se ao ICE global. "A piora no clima econômico tendeu, portanto, a se espalhar nas economias, levando a um cenário que pode ser descrito como de tendência recessiva global", afirmou a FGV. Segundo a pesquisa, o ICE mais baixo do mundo é o do Reino Unido (2,0 pontos), seguido do Japão (2,2 pontos). Dentre os países subdesenvolvidos, a Rússia registrou maior queda da percepção econômica, com o índice caindo 2,7 pontos no período.

Os principais problemas da economia apontados pelos analistas dos 91 países pesquisados diferem entre as regiões e os blocos econômicos. Em geral, a inflação, a insuficiência da demanda e a falta de confiança nas políticas do governo são, nessa ordem, o que mais influencia o clima de pessimismo no mundo. Na América Latina, o primeiro lugar também fica com a inflação, seguida da falta de competitividade. O desemprego e a falta de confiança nas políticas públicas vêm em terceiro lugar, sem no entanto, que fosse citada a baixa demanda.

(Vanessa Dezem | Valor Online)

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