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Classe A diminui lista e valor de presentes neste Natal

A inauguração de uma loja das grandes grifes internacionais é motivo de euforia entre os brasileiros da classe A. As festas são abastecidas de espumante e canapés e a clientela costuma se esbaldar e sair carregada de sacolas.

Agência Estado |

Mas o clima foi outro na abertura da Chanel no Shopping Cidade Jardim, um dos endereços do luxo de São Paulo. O que se via na noite da segunda-feira era muita gente e poucas compras. Sinal de alerta na alta renda.

A aversão ao endividamento nesses dias de crise econômica global, mesmo diante de modelos Chanel, é fácil de entender. Os preços das bolsas variam de R$ 4.680 a R$ 13.460 (um modelo com pêlo de pônei). O broche de tecido em formato de camélia é vendido por R$ 680.

Alessandra Campiglia foi à Daslu do Cidade Jardim para a inauguração da nova loja. Vestida de Chanel da cabeça aos pés, ela confirma o clima de apreensão. “A crise afetou todo mundo. As perdas na Bolsa foram grandes. Antes eu comprava presentes para todo mundo. Neste Natal vou cortar em 20% a minha lista”, conta. O gasto médio com as lembrancinhas para manicures, seguranças e amigas varia de R$ 100 a R$ 300 e Alessandra pretende reduzir os valores.

O Natal da classe A não deixará de ter um bom espumante importado, nozes e avelãs. Mas o mesmo não se pode dizer de outras despesas de fim de ano. Quem faz parte do topo da pirâmide sentiu primeiro o golpe da crise global. São pessoas como Alessandra que perderam dinheiro no mercado de capitais, viram o valor de suas empresas minguar e, diante da incerteza quanto ao próximo ano, começaram a cortar gastos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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