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Claro vê receita subir 16% no trimestre e quer continuar expansão

SÃO PAULO - Diante da pergunta mais recorrente das últimas semanas, acerca dos efeitos da crise financeira sobre os negócios e investimentos das empresas, o presidente da Claro, João Cox, deu a entender hoje que, pelo menos por enquanto, nada muda nos planos da operadora. A única forma de investir menos é crescer menos e, até agora, não percebemos qualquer movimento de retração nas vendas, disse ele, sem revelar o valor do aporte previsto para 2009.

Valor Online |

O executivo informou apenas que a orientação do grupo controlador da Claro, a mexicana América Móvil, é de que a operadora continue crescendo e, para isso, será preciso investir mais, de acordo com Cox.

Nos últimos 12 meses, a Claro conquistou 7,687 milhões de novos clientes, o que levou a sua base para 35,67 milhões de assinantes no dia 30 de setembro último. Já durante o terceiro trimestre deste ano, a operadora assumiu a segunda colocação no mercado nacional, superando a TIM e se aproximando da líder Vivo.

Com a ajuda do crescimento da base, a companhia obteve uma receita total de R$ 2,945 bilhões entre julho e setembro deste ano, o que representa um crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2007. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) somou R$ 673 milhões, alta de 6% no mesmo intervalo de comparação.

Empresa de capital fechado, a Claro não divulga o seu resultado líquido.

Cox revelou ainda que a empresa também ocupa a liderança entre as operadoras móveis que mais receberam clientes no âmbito da portabilidade numérica, que começou a valer em setembro deste ano. Segundo ele, até o dia 20 de outubro, a Claro tinha um saldo positivo de 2.211 clientes, contra 59 no caso da Vivo. Já a TIM, segundo dados do executivo, tinha balanço negativo em 3.145 clientes.

Apesar dos números positivos, Cox revelou certa preocupação com a valorização do dólar sobre o real, que afeta os custos das empresas que fornecem equipamentos e aparelhos celulares para a Claro. O executivo crê, no entanto, que a moeda americana deva começar um movimento de queda, mas se isso não acontecer, o resultado poderá ser uma elevação de preços, com possível resfriamento das vendas.

Mesmo assim, Coxe garantiu que a operadora tem estoque suficiente de aparelhos para atender a demanda do final de ano.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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