SÃO PAULO - O presidente da Claro, João Cox, voltou a defender a urgência da expansão da banda larga no país e afirmou que não vê problemas na atuação do Estado na infraestrutura para o setor. "Se as condições são simétricas, (o mercado) tem de ser competitivo, pode ter o Estado. Aquele que for mais eficiente, vai levar a banda larga", afirmou o executivo em evento promovido pela companhia em São Paulo.

SÃO PAULO - O presidente da Claro, João Cox, voltou a defender a urgência da expansão da banda larga no país e afirmou que não vê problemas na atuação do Estado na infraestrutura para o setor. "Se as condições são simétricas, (o mercado) tem de ser competitivo, pode ter o Estado. Aquele que for mais eficiente, vai levar a banda larga", afirmou o executivo em evento promovido pela companhia em São Paulo. Segundo Cox, também deveria ser levado em consideração, para a expansão do sistema, o alto imposto pago pelos clientes para o serviço, que hoje chega a 40% do valor da banda larga no país. O executivo ressaltou ainda que, apesar de a Oi ser cotada para gerenciar o Plano Nacional de Banda Larga, ela foi a primeira companhia a se posicionar contra o projeto."Defendo a competição. O monopólio só é bom para o monopolista", enfatizou, afirmando a importância de todos agentes terem as mesmas condições de entrada nesse mercado. Quando questionado com relação à decisão da Anatel de obrigar as operadoras a desbloquear os aparelhos celulares sem custo, Cox mais uma vez mostrou que tem ressalvas à definição da Agência. "Não é que somos contra o desbloqueio. Somos contra a falta de opção", disse, destacando que preferia quando o usuário podia escolher entre ter um celular bloqueado, mas subsidiado, ou um aparelho desbloqueado e sem subsídio. Com a medida, a Anatel prevê um aumento da competição no mercado e a possível redução de tarifas aos clientes."Não sei se vai haver redução de tarifas", contrariou o executivo. Evitando entrar em detalhes com relação aos investimentos programados pela companhia para este ano, Cox citou o foco em inovações."Queremos ter inovações todo mês". Segundo ele, no ano passado, a companhia também tinha estratégia de inovação, mas não foi eficaz nesse sentido."Poderia ter sido melhor", confessou. Nesta quarta-feira, por exemplo, a Claro lançou um novo plano, que customiza as opções de pacotes de serviços para os clientes do pós-pago, permitindo que cada pessoa personalize seu plano com os serviços que deseja."As inovações deste ano devem ter impacto no usuário", acrescentou. (Vanessa Dezem | Valor)
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