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Claro aposta na portabilidade para liderar mercado corporativo

SÃO PAULO - A chegada da portabilidade numérica a São Paulo, prevista para março de 2009, é uma das grandes apostas da Claro para assumir a liderança isolada do mercado corporativo nacional. Atualmente, baseada em pesquisas encomendadas internamente, a operadora alega dividir o primeiro lugar deste segmento com as rivais Vivo e TIM, segundo informou ao Valor o diretor da Claro Empresas, Sérgio Pelegrino.

Valor Online |

Ele afirmou que desde que a portabilidade foi implementada, em setembro último, a Claro vem atraindo para sua base um grande número de clientes empresariais dispostos a migrar seus números de telefone para outra operadora.

Sem revelar dados específicos, o executivo disse apenas que o desempenho no mercado corporativo está "muito maior" do que nas pessoas físicas, onde a Claro vem conquistando 2,5 novos clientes para cada um que perde no âmbito da portabilidade, segundo informações de seu presidente, João Cox. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não disponibiliza dados oficiais da portabilidade separados por operadora.

Pelegrino informou que a Claro já tem negociações avançadas com grandes clientes de São Paulo, mas que muitos deles irão esperar até março para trocar de operadora. "É complicado ter de mudar o número do telefone do presidente e de executivos por causa de dois meses de espera", explicou.

Com a expectativa de que a crise financeira não afete significativamente os investimentos das empresas em serviços de telecomunicações, a Claro espera ao menos repetir em 2009 o crescimento em mercado corporativo verificado neste ano, que não foi revelado. "Se meus concorrentes não divulgam, não sou eu quem vai divulgar", disse Cox.

Além da portabilidade, o aperfeiçoamento do serviço de terceira geração (3G) pode ajudar a operadora a crescer entre as empresas. De acordo com Pelegrino, muitas companhias estão demandando a nova tecnologia.

O diretor, no entanto, manifestou preocupação com o desempenho de setores mais sensíveis à oferta de crédito, como a indústria automobilística e a construção civil. Mesmo assim, disse não acreditar em quedas "drásticas" nos investimentos dessas empresas.

Ainda em relação aos efeitos da crise, Cox garantiu que a Claro continua acreditando em um crescimento de dois dígitos para o setor no próximo ano, quando a operadora deverá investir algo próximo a R$ 2 bilhões, especialmente em ampliação e modernização de sua rede.

Ele chamou a atenção, no entanto, para a questão do câmbio, já que os aparelhos que a empresa compra têm o preço atrelado à variação do dólar. O executivo, porém, não revelou qual será a estratégia para lidar com essa questão. "As contas terão que fechar", resumiu o presidente da Claro.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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