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Citricultores acusam indústria de deixar de cumprir contrato

Brasília, 27 - O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, disse que a Citrovita, que pertence ao Grupo Votorantim, está deixando de cumprir contratos de compra da laranja. De acordo com ele, a empresa, que compra antecipadamente a produção com base em estimativa de colheita, informou aos produtores que só vai comprar o que foi estimado.

Agência Estado |

O problema, segundo Viegas, é que, ao estimar volume de produção de um pomar, as empresas fazem previsão para baixo, considerando possíveis perdas na safra, como as provocadas por clima, por exemplo. Viegas esteve hoje reunido, em Brasília, com o novo presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Badin.

O presidente da Associtrus acrescentou que a participação da Citrovita no mercado de suco concentrado de citros é de cerca de 20%. São Paulo, principal pólo produtor, tem safra estimada em 306 milhões de caixas de 40,8 quilos, de acordo com levantamento da indústria. Os produtores acreditam, no entanto, que a produção pode ser bem menor. Na avaliação dos citricultores, a produção pode não alcançar 280 milhões de caixas.

Para Viegas, se a estimativa da indústria estivesse certa, não haveria motivos para o preço da fruta estar tão baixo. Em São Paulo, o preço de comercialização da caixa é de cerca de R$ 7,00, em comparação com custo de produção da ordem de R$ 17,00 a caixa. Além da Citrovita, atuam no mercado de suco concentrado de laranja a Coinbra, a Cutrale e a Citrosuco.

Um processo de investigação por formação de cartel, movido pelos produtores de laranja contra a indústria, corre na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Na reunião de hoje, o representante dos produtores pediu agilidade no processo, que ainda não chegou ao Cade, lembrou Viega.

Os produtores defendem que haja desmembramento do processo e argumentam que os documentos obtidos junto à Coinbra já são suficientes para comprovar a prática irregular de comércio. As outras empresas buscaram a Justiça para impedir o acesso a documentos.

Na reunião, a Associtrus também informou que não é contrária a um acordo entre os produtores e a indústria para for fim às discussões sobre a comercialização da fruta. "Somos favoráveis a um acordo que seja franco e que proteja os produtores", afirmou Viegas. Já houve diversas tentativas de acordo no passado, mas elas foram frustradas.

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