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Citi e Morgan vão unir corretoras

Os bancos Citigroup e Morgan Stanley vão unir a corretora Smith Barney, do Citi, e a unidade de administração de fortunas do Morgan. Segundo o acordo, o Morgan Stanley vai pagar US$ 2,7 bilhões pela Smith Barney e pelas unidades do Citi no Reino Unido, a Quilter, e na Austrália, a Smith Barney Australia, e terá 51% da corretora - área responsável, entre outras coisas, pela intermediação de negócios com ações e outros títulos, como debêntures - resultante da transação.

Agência Estado |

 

A joint venture formada vai se chamar Morgan Stanley Smith Barney e não vai incluir o Citi Private Bank nem a Nikko Cordial Securities. A união dos quase 11 mil corretores da Smith Barney com os 8 mil do Morgan Stanley vai criar a maior corretora do mundo. O negócio deve ser concluído no terceiro trimestre. De acordo com os bancos, a corretora combinada deverá economizar US$ 1,1 bilhão ao consolidar funções como tecnologia, operações, suporte de vendas, desenvolvimento de produtos e marketing.

Depois do terceiro ano da joint venture, o Morgan Stanley e o Citigroup terão vários direitos de compra e venda, mas o Citi vai continuar controlando uma significativa participação na nova corretora até, no mínimo, o quinto ano da transação.

A joint venture com o Morgan Stanley, na verdade, faz parte de uma grande estratégia de reestruturação do Citi. Sob enorme pressão para diminuir rapidamente de tamanho, o grupo estuda se concentrar em duas áreas: banco de atacado para grandes clientes corporativos e banco de varejo para consumidores em mercados selecionados de todo o mundo.

Na essência, os movimentos que estão sendo planejados pelo grupo, e que devem ser anunciados em breve, desfazem grandes peças do supermercado financeiro criado quando o Citicorp e o Travelers Group se fundiram, em 1998, formando o Citigroup. As mudanças pretendem cortar cerca de um terço dos ativos do balanço financeiro da instituição, que agora somam US$ 2 trilhões, de acordo com uma pessoa com conhecimento dos planos do banco.

Outros negócios que provavelmente serão eliminados incluem as operações de financiamento ao consumo - como a CitiFinancial -, cartões de crédito de marcas privadas e muitos dos negócios ligados a consumo no Japão. O Citigroup também planeja reduzir substancialmente sua atividade de operações com recursos próprios (proprietary trading), que têm consumido volumes significativos do seu escasso capital.

Até recentemente, o executivo-chefe do Citigroup, Vikram Pandit, apoiou diversas vezes o modelo de "banco universal" do grupo. No entanto, com os diretores e executivos agora esperando um prejuízo operacional de, no mínimo, US$ 10 bilhões no quarto trimestre do ano passado, e com o governo federal preocupado com os esforços anteriores para a recuperação do banco, a instituição decidiu que atitudes mais dramáticas são necessárias, de acordo com pessoas próximas ao assunto.

O Citigroup já foi o maior grupo financeiro dos EUA, com o maior valor de mercado, mas está agora reduzido a uma fração do seu tamanho, com o valor de suas ações despencando e suas perdas aumentando. Essas perdas levaram a empresa a se agarrar não a um, mas a dois socorros financeiros.

Em outubro, o grupo recebeu um aporte de US$ 25 bilhões do governo americano, no âmbito do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês). Mas isso não foi suficiente para cobrir os buracos do banco. Por isso, no final de novembro, o governo fez uma nova injeção de US$ 20 bilhões, dando, além disso, garantias de até US$ 306 bilhões a ativos "tóxicos" do Citi.

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