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Citi assume US$ 17 bi em operações de fora do balanço e ações desabam

SÃO PAULO - O Citigroup viu suas ações tombarem mais de 23% hoje na Bolsa de Nova York, para US$ 6,40 por papel, após ter revelado que vai colocar para dentro de seu balanço um total de US$ 17,4 bilhões em ativos restantes que ainda estavam em Structured Investment Vehicles (SIVs), instrumentos criados por ele para seus clientes. Ao final de setembro, os ativos desses SIVs somavam US$ 21,5 bilhões.

Valor Online |

Segundo o Citi, a diferença do montante se explica pela venda ou vencimento de US$ 3 bilhões em ativos neste intervalo de um mês e meio e também pela queda no valor de mercado dos papéis, que teve impacto de US$ 1,1 bilhão.

Ao final da transação, os ativos totais do Citi serão reduzidos em US$ 6 bilhões, enquanto os ativos ponderados pelo risco aumentarão em US$ 2 bilhões. O Citi não informou como ficará seu Índice de Basiléia.

Os SIVs são sociedades criadas por bancos e fundos de hedge na época do boom do crédito. Elas tomavam recursos no curto prazo com juros baratos, com emissão de commercial papers, e emprestavam recursos a longo prazo, cobrando mais caro. A vantagem para os bancos ao montarem esse tipo de estrutura era que as operações de crédito dos SIVs ficavam fora dos seus balanços, não comprometendo a capacidade de alavancagem.

O problema é que, com o congelamento do mercado de commercial papers, os SIVs não conseguiram rolar sua captação de curto prazo e tiveram problemas para honrar seus compromissos, já que seus ativos são de maturação de longo prazo e de valor duvidoso, com grande ligação com o mercado de hipotecas subprime.

O resultado é que os SIVs sofreram pressão do lado do passivo, com os credores relutantes em renovar os empréstimos, e do lado do ativo, cujo valor justo derreteu.

Apesar de legalmente não serem responsáveis por honrar os compromissos dos SIVs que estruturam, os bancos consideram que há um compromisso moral de assumir essas operações.

A decisão de colocar os SIVs para dentro do balanço foi tomada pelo Citi e por outros bancos ainda no ano passado. Só que este processo não ocorreu todo de uma vez, porque isso poderia afetar drasticamente os índices de solvência das instituições financeiras. Somente, o Citi, por exemplo, tinha mais de US$ 100 bilhões em SIVs quando a crise do subprime estourou. Em julho deste ano, o total ainda era de US$ 87 bilhões.

(Valor Online, com agências internacionais)

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