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Circulação de jornais cresce 8,1% no semestre

A circulação de jornais no Brasil segue a trajetória de crescimento iniciada há quatro anos. No primeiro semestre deste ano, ante o mesmo período de 2007, a média diária de circulação dos 103 jornais filiados ao Instituto Verificador de Circulação (IVC) cresceu 8,1%.

Agência Estado |

Eram 4,062 milhões de exemplares no primeiro semestre de 2007, que saltaram para 4,392 milhões este ano.

Para o diretor do IVC, Ricardo Costa, os números demonstram o bom momento dos jornais no País. No pelotão de frente, entre os dez diários de maior circulação, apenas dois tiveram queda de circulação. E, embora os títulos populares puxem a fila da expansão, os jornais tradicionais também cresceram.

"Os jornais do Grupo Estado tiveram desempenho melhor do que a concorrência", destaca o diretor de Marketing de Mercado Leitor da empresa, Antonio Hércules. O Estado de S.Paulo teve alta de 8,1% no semestre. Já a circulação do Jornal da Tarde cresceu 13,6%, bem mais que seus rivais.

Na avaliação do diretor do Grupo Estado, o bom resultado pode ser atribuído, por um lado, às ações de relacionamento desenvolvidas com os assinantes, que ajudaram a manter um alto índice de renovação de assinaturas. De outro, há o considerável peso dos investimentos na qualidade do produto. "O Estado se destacou na cobertura jornalística, com furos importantes", lembra ele. É o caso, por exemplo, de reportagens como o Caso Varig, que investigou o tráfico de influência na venda da empresa, e o escândalo do mau uso dos cartões corporativos, que derrubou a então ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial.

No caso do Jornal da Tarde, o executivo enumera, entre os atrativos que estimularam o aumento do número de leitores, a recente reformulação gráfica, que deu nova aparência ao diário, e a criação de um caderno específico sobre finanças pessoais, o Seu Bolso.

Os 30 maiores títulos do País são responsáveis por mais de 80% da circulação total. Nesse grupo, os jornais populares aparecem com força nos levantamentos mais recentes. Há aí desempenhos surpreendentes, como o do mineiro Super Notícia, que viu sua circulação aumentar 67% no período. No primeiro semestre de 2007, o diário contava com uma média diária de 179.981 exemplares, e no mesmo período deste ano chegou a 301.362.

O avanço dos jornais populares é apontado pelo diretor de Mídia da agência McCann Erickson, Ângelo Franzão, como um movimento muito positivo para o negócio da imprensa em todo o mundo. Na opinião dele, eles funcionam como um "test drive" para futuros leitores de veículos tradicionais. "Conforme o público adquire o hábito da leitura, vai também enriquecendo seu universo de referências e acaba buscando jornais mais consistentes", diz ele.

Fora a tendência mundial de crescimento dos jornais populares e gratuitos, há ainda o destacado desempenho dos impressos nos países emergentes, que se descolaram da desaceleração da economia global. A World Association of Newspapers (WAN) registra constante expansão da circulação de jornais no mundo graças aos países como China, Índia e Brasil.

O balanço do grupo americano dono do The New York Times está sendo visto como uma prova do revigoramento dos jornais impressos. No primeiro semestre, as vendas em banca e as assinaturas dos jornais do grupo cresceram 2,1%, contra todos os prognósticos e revertendo um período de queda.

"Ainda é cedo para falar em retomada do meio jornal", avalia Daniel Chalfon, diretor de Mídia da agência MPM Propaganda. "Mas é visível que havia um enorme exagero quando se pregava que o jornal iria desaparecer, destruído pelo poder da internet", acrescenta. Para Chalfon, o que está acontecendo é que, diante da multiplicidade de mídias nos dias de hoje, nenhum canal passa a ser dominante. Há espaço para todos.

No caso dos veículos impressos, o maior trunfo para a sobrevivência num mundo cada vez mais digital é justamente a credibilidade e a hierarquização das informações, segundo Chalfon. "A velocidade na internet ficou tão grande e tão fragmentada que se perde tempo para se chegar ao que se quer ler", diz ele. "Hoje, me resolvo melhor para enfrentar um dia de trabalho lendo o jornal impresso antes de sair."

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