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Por Soyoung Kim e David Bailey

DETROIT, EUA (Reuters) - A Chrysler informou ter registrado perdas líquidas de aproximadamente 4 bilhões de dólares desde que anunciou falência no ano passado, mas acrescentou que obteve lucro operacional no primeiro trimestre e está no rumo certo para equilibrar as contas em 2010.

Por Soyoung Kim e David Bailey

DETROIT, EUA (Reuters) - A Chrysler informou ter registrado perdas líquidas de aproximadamente 4 bilhões de dólares desde que anunciou falência no ano passado, mas acrescentou que obteve lucro operacional no primeiro trimestre e está no rumo certo para equilibrar as contas em 2010.

A montadora norte-americana divulgou nesta quarta-feira prejuízo líquido de 197 milhões de dólares no primeiro trimestre, mas lucro operacional de 143 milhões de dólares e fluxo de caixa positivo, como resultado de amplos cortes de custos efetuados durante sua falência em 2009.

No entanto, os prejuízos acumulados desde que saiu da falência com financiamento do governo dos Estados Unidos em junho, e com a empresa sob controle gerencial da italiana Fiat SpA, demonstraram a permanente pressão enfrentada pela Chrysler.

A empresa que vem lutando para estabilizar as vendas no mercado norte-americano ao mesmo tempo que se apressa em tornar mais eficiente sua antiga linha de veículos, de elevado consumo de gasolina.

A Chrysler informou perda líquida de 3,8 bilhões de dólares de 10 de junho até o fim de 2009.

Para a analista Rebecca Lindland, da IHS Global Insight, a montadora fez "um trabalho muito bom no lado do balanço financeiro do negócio", incluindo o reforço à sua posição de caixa.

"Mas no que se refere à parte do produto no negócio, a Chrysler continua patinando e precisa agir sobre esse aspecto imediatamente", afirmou Lindland.

Trazer o lucro de volta à Chrysler, empresa criada há 85 anos, poderia abrir caminho para a Fiat fazer uma oferta pública inicial de participação no capital da montadora dos EUA, que estava no negativo antes do financiamento de cerca de 14 bilhões de dólares dado pelo governo americano.

O Tesouro dos EUA ficou com uma fatia de 8 por cento da empresa.

A retomada da Chrysler também é crucial para o plano do executivo-chefe Sergio Marchionne de separar as operações da montadora de carros Fiat das divisões do grupo industrial italiano que fabricam tratores e caminhões.

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